terça-feira, 25 de julho de 2017

Procuradores tentam traçar 'caminho da propina' até Geddel 
FSP
Procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal tentam identificar o "caminho da propina" supostamente destinada ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), preso em regime domiciliar.
O peemedebista é investigado pela suspeita de integrar esquema que operava a liberação de recursos do FI-FGTS a empresas em troca de propina. As informações sobre como Geddel recebia e administrava dinheiro ilícito deverão embasar uma denúncia.
O MPF trabalha agora na apresentação da primeira denúncia contra Geddel, concentrada em obstrução de Justiça, por suposta pressão do ex-ministro para que o empresário Lúcio Funaro não firmasse delação premiada.
A investigação do "caminho da propina" forneceria base para segunda denúncia com base em corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo os procuradores, Geddel e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuavam para agilizar liberações de recursos do FI-FGTS em troca de recursos ilícitos. O fundo de investimentos utiliza recursos do FGTS e é operado pela Caixa, que teve Geddel como vice-presidente entre 2011 e 2013.
Funaro, apontado como operador do esquema, contou à Polícia Federal ter repassado R$ 20 milhões em espécie a Geddel a título de propina. Os investigadores querem saber, agora, que destinação Geddel dava para o dinheiro. A ideia é detalhar a rede de operadores financeiros, empresas e eventuais contas bancárias que teriam sido abastecidas.
Pessoas ligadas à investigação dizem que os próximos depoimentos de Funaro à Justiça Federal e as informações que ele deverá repassar em sua delação poderão detalhar esse "caminho da propina".
Além das informações de Funaro, os investigadores deverão cruzar dados já obtidos pela Operação Lava Jato para rastrear o dinheiro que teria sido repassado a Geddel.
OUTRO LADO
O advogado de Geddel Vieira Lima, Gammil Föppel, disse, em nota, que Geddel "rechaça, enérgica e categoricamente, o recebimento de qualquer vantagem indevida por parte do senhor Lúcio Funaro ou de qualquer outra pessoa, tanto durante sua gestão na vice-presidência da Caixa Econômica Federal, quanto em qualquer outro período da sua vida".

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