terça-feira, 2 de outubro de 2012

PROCURANDO CHIFRE EM CABEÇA DE CAVALO

Embarcação que promove abortos vai a país muçulmano pela 1° vez
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), métodos de aborto inseguros são a causa de 13% do índice de mortalidade relacionado a gravidez
A embarcação conhecida como 'barco do aborto'
A embarcação conhecida como 'barco do aborto'                             
Uma embarcação que serve como clínica de aborto da organização não governamental holandesa Women on Waves (Mulheres nas Ondas, em livre tradução do inglês) vai se deslocar nesta semana até a costa de Marrocos, onde, pela primeira vez, vai atuar nas proximidades de um país islâmico.
A porta-voz do organismo, Rebecca Gomperts, explicou que “até a próxima terça-feira, dia 3, não poderemos dar mais detalhes sobre a viagem” para não estragar a operação, que será realizada em parceria com o Movimento Alternativo para Liberdades Individuais (Mali), do Marrocos, a fim de promover a legalização do aborto no país.
'Barco do aborto' - A embarcação, conhecida como ‘barco do aborto’, atua de acordo com a legislação holandesa, que prevê que o aborto pode ser realizado até a 24° semana de gestação. Desta forma, o navio serve como uma clínica em águas internacionais, a 12 milhas de distância da costa dos países, onde os membros da ONG não podem ser punidos por promover a interrupção da gravidez.
O ‘barco do aborto’ já fez incursões na Irlanda, em 2001, na Polônia, em 2003, em Portugal, em 2004, e na Espanha, em 2008.
Riscos - Um comunicado divulgado pela ONG diz que a medida, considerada um tabu no país, é ilegal e que dados apontam que entre 600 e 800 mulheres interrompam suas gestações no Marrocos diariamente.
A Woman on Waves acredita que o acesso seguro ao aborto “somente é possível no caso de pessoas com altos recursos econômicos, enquanto grávidas de classes sociais mais baixas recorrem a práticas que implicam em risco para sua saúde.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), métodos de aborto inseguros são a causa de 13% do índice de mortalidade relacionado a gravidez no mundo.
(Com Agência EFE)

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