Uma das revelações é o suposto pagamento de propinas relacionadas a contratos da estatal por meio de doações eleitorais legais
Renato Onofre - O Globo
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
- FÉLIX R./Futura Press / Agência O Globo
As investigações da Operação Lava-Jato já contam com 18 colaborações
premiadas. Um levantamento feito pelo GLOBO no que foi revelado dos
depoimentos em troca de redução de pena — parte de acordos autorizados
pela Justiça — revela que muitas informações dos delatores são
confirmadas por outros, ajudando o avanço da produção de provas sobre o
esquema de desvio de recursos da Petrobras para executivos da estatal,
políticos, empresários e lobistas.
Uma das revelações é o suposto pagamento de propinas relacionadas a
contratos da estatal por meio de doações eleitorais legais. Pelo menos
cinco delatores confessaram à Justiça que abasteceram campanhas com
recursos declarados à Justiça Eleitoral em troca de vantagens na
Petrobras. O dono da UTC e coordenador do cartel das empreiteiras
investigado pela Lava-Jato, Ricardo Pessoa, foi o último dos delatores a
confessar esse artifício para abastecer campanhas do PT, PMDB e PSDB.
As coincidências ainda reduzem dúvidas sobre a prática de cartel, que ainda não foi denunciada pelo Ministério Público à Justiça, a utilização de consultorias para disfarçar propinas e, principalmente, o vício de licitações, contratos e aditivos na estatal. Dos primeiros acordos, do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, ao mais recente, do lobista Milton Pascowitch, as narrativas tendem a coincidir, embora existam contradições.
Costa e Youssef, por exemplo, divergem em pelo menos oito pontos. Entre eles, sobre um repasse de R$ 2 milhões à campanha de Dilma Rousseff em 2010, a pedido do ex-ministro Antonio Palocci. A defesa dos executivos e empresas exploram essas contradições e combatem a legitimidade da delação. Até a presidente Dilma já criticou dizendo: “não respeito delator”.
As coincidências ainda reduzem dúvidas sobre a prática de cartel, que ainda não foi denunciada pelo Ministério Público à Justiça, a utilização de consultorias para disfarçar propinas e, principalmente, o vício de licitações, contratos e aditivos na estatal. Dos primeiros acordos, do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, ao mais recente, do lobista Milton Pascowitch, as narrativas tendem a coincidir, embora existam contradições.
Costa e Youssef, por exemplo, divergem em pelo menos oito pontos. Entre eles, sobre um repasse de R$ 2 milhões à campanha de Dilma Rousseff em 2010, a pedido do ex-ministro Antonio Palocci. A defesa dos executivos e empresas exploram essas contradições e combatem a legitimidade da delação. Até a presidente Dilma já criticou dizendo: “não respeito delator”.
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