Como pode ser coordenador quem não é da total confiança da presidente da República? Temer não é, mas a culpa não é dele
Ricardo Noblat - O Globo
“Vaidade, definitivamente meu pecado favorito”, observa Al Pacino que vive o Diabo no filme “O Advogado do Diabo”, de 1997.
Difícil que haja outra profissão como a de político que faz do narcisismo a razão do seu sucesso.
Quem é capaz de viver dizendo: “Vote em mim que eu sou o melhor”? Ou: “Vote em mim que eu só lhe farei o bem”?
Ou ainda: “Vote em mim que eu procurarei realizar todos os seus sonhos, promet0”?
É a vaidade, mais do que qualquer outra boa intenção, que explica o empenho de Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente da República e presidente do PMDB, em continuar vivendo o decorativo papel de coordenador político do governo.
Como pode ser coordenador quem não é da total confiança da presidente da República? Temer não é, mas a culpa não é dele.
Como pode coordenar politicamente um governo quem é sabotado com frequência pelo ministro a quem a presidente mais respeita – Aloizio Mercadante, da Casa Civil?
Como pode conquistar votos para o governo dentro do Congresso quem promete isso e aquilo e não entrega? Outra vez, a culpa não é de Temer, mas de quem não facilita sua vida.
Orientado por Dilma, Mercadante elogiou, ontem, Temer, e disse que ele é indispensável para o sucesso do governo. Dilma prestigiou seu vice convocando-o para uma longa conversa em seu gabinete.
É tudo encenação. Mas Temer gosta do protagonismo que a coordenação lhe oferece. Antes vivia isolado no Palácio do Jaburu, a contemplar de longe o Palácio da Alvorada, residência da presidente.
Agora, não. Seu telefone não para de tocar. Os políticos o procuram, os jornalistas também, e os empresários o requisitam para encontros e palestras.
Como resistir à vaidade quem tanto depende dela para se conservar no palco?
Al Pacino (Foto: Divulgação)
Quem é capaz de viver dizendo: “Vote em mim que eu sou o melhor”? Ou: “Vote em mim que eu só lhe farei o bem”?
Ou ainda: “Vote em mim que eu procurarei realizar todos os seus sonhos, promet0”?
É a vaidade, mais do que qualquer outra boa intenção, que explica o empenho de Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente da República e presidente do PMDB, em continuar vivendo o decorativo papel de coordenador político do governo.
Como pode ser coordenador quem não é da total confiança da presidente da República? Temer não é, mas a culpa não é dele.
Como pode coordenar politicamente um governo quem é sabotado com frequência pelo ministro a quem a presidente mais respeita – Aloizio Mercadante, da Casa Civil?
Como pode conquistar votos para o governo dentro do Congresso quem promete isso e aquilo e não entrega? Outra vez, a culpa não é de Temer, mas de quem não facilita sua vida.
Orientado por Dilma, Mercadante elogiou, ontem, Temer, e disse que ele é indispensável para o sucesso do governo. Dilma prestigiou seu vice convocando-o para uma longa conversa em seu gabinete.
É tudo encenação. Mas Temer gosta do protagonismo que a coordenação lhe oferece. Antes vivia isolado no Palácio do Jaburu, a contemplar de longe o Palácio da Alvorada, residência da presidente.
Agora, não. Seu telefone não para de tocar. Os políticos o procuram, os jornalistas também, e os empresários o requisitam para encontros e palestras.
Como resistir à vaidade quem tanto depende dela para se conservar no palco?
Al Pacino (Foto: Divulgação)
Nenhum comentário:
Postar um comentário