ATANEWS
Vão
dizer que foi mais uma fatalidade. Até pode ter sido. Mas a morte do
hipopótamo Miltão, um dos principais atrativos do zoológico de
Araçatuba, retrata bem o momento que a cidade vive. Retrata um pouco do
que o Brasil vive. Após uma reforma cheia de problemas e uma
série de mortes de animais que figuravam na minguada lista de
“celebridades” do zoológico municipal, a morte do Miltão, nesta
terça-feira (21), tem que ser analisada friamente pela população.Será que foi apenas mais uma morte de animal num dos poucos serviços de lazer público que a cidade oferece a sua população? Ou só mais um sinal dado por uma série de serviços públicos que, aos poucos, estão morrendo na cidade? Os de sentimentos mais endurecidos vão dizer que morreu apenas um bicho. Tudo bem, mas e as pessoas que morrem na cidade talvez por falta de um atendimento de saúde mais adequado? Como explicar isso? Na campanha eleitoral de 2012, Cido Sério (PT), o prefeito que diz ter transformado Araçatuba, anunciou na boca da disputa a construção de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Zona Leste da cidade. As paredes foram erguidas, o teto coberto e a pintura até ganhou o traço vermelho do petismo. Só que atendimento que é bom, até hoje não existe um contabilizado. O mesmo serve para a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Dona Amélia, a UPA do Juçara e outras unidades que deveriam estar prestando serviço digno à população. É um retrato de morte, quando deveria ser de vida. O que pensar e que conclusão tirar de uma administração municipal que deixa seus bichos morrerem? A população deve ficar atenta, pois o mesmo pode estar acontecendo com homens, mulheres e crianças araçatubenses. Por ineficiência, desleixo, incompetência. Nos últimos dias, a administração municipal fez um verdadeiro carnaval com a notícia de que Araçatuba terá, depois de décadas, uma faculdade de medicina. De que isso, de fato, adianta para a cidade? Os médicos nela formados terão de pagar mensalidades próximas a R$ 6 mil. Poucos pobres conseguirão benefícios do governo por meio de bolsas. Os futuros médicos genuinamente araçatubenses, estão longe de na cidade atender pacientes. Isso tudo é brincar com a estima da população. É dar risada na cara de quem luta diariamente para ter o que comer, o que vestir, onde morar. É dar de ombros para um eleitorado já acostumado a errar em suas escolhas. Principalmente, as políticas. www.atanews.com.br. |

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