sábado, 1 de julho de 2017

Com decisões do STF sobre Loures e Aécio, família de procurador preso diz que ele sofre ‘perseguição’
Painel - FSP
Resta um As decisões favoráveis do Supremo a Rodrigo Rocha Loures e a Aécio Neves reforçaram entre familiares do procurador Ângelo Vilella Goulart, preso sob acusação de vender informações para a JBS, o discurso de que ele é alvo de perseguição. Edson Fachin delegou à instância inferior veredito sobre pedido de revisão da prisão preventiva e decidiu só reavaliar o caso na volta do recesso. Encarcerado há 45 dias, Vilella jamais prestou depoimento nem passou por audiência de custódia.
Bispo e rei Vilella integrava a força-tarefa da Operação Greenfield e era próximo à cúpula da Lava Jato em Brasília. Ele é visto como peça fundamental no xadrez dos políticos que querem levar luz aos bastidores das negociações das delações.
Onde pega Ele é acusado de ter vendido dados da Procuradoria à JBS por R$ 50 mil. A família diz que nenhum dinheiro foi encontrado em sua casa ou sua conta e lembra que Rocha Loures, que ficará em prisão domiciliar, foi filmado carregando R$ 500 mil.
Primeiro encontro A primeira fala do procurador a autoridades ocorrerá nesta terça-feira (4). Ele dará depoimento em processo disciplinar do Ministério Público.
Nem vem A PGR sempre negou qualquer tipo de perseguição ou tratamento diferenciado a Vilella. Em nota divulgada há 15 dias, afirmou que “não dá e nem dará tratamento diferenciado para investigados por estes terem ou deixarem de ter ligação com membros da instituição”.
Linha direta Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a informação de que o ministro Marco Aurélio Mello havia autorizado que ele retomasse o exercício do mandato. Tucanos telefonaram para felicitá-lo — Geraldo Alckmin entre eles.
Estoy aquí Apesar de admitirem que Aécio Neves volta ao Senado fragilizado, tucanos dizem que sua presença no Congresso pode mudar o vento dos integrantes do PSDB que defendem a saída do partido do governo Temer.
O baile todo Para criminalistas, as decisões sobre Aécio e Rocha Loures, além da absolvição de João Vaccari, terão impacto sobre o ex-presidente Lula. No atual cenário, dizem, Sergio Moro terá dificuldade para condenar o petista no caso do tríplex.
Tudo tem limite Integrantes da força-tarefa da Lava Jato demonstraram forte irritação com as decisões do STF desta sexta-feira (30). Disseram até que poderiam deixar o grupo de trabalho, não por oposição a Raquel Dodge, que vai substituir Rodrigo Janot, mas por cansaço.
Filtro Do grupo de trabalho original em Brasília restam apenas dois procuradores. Ex-integrantes da força tarefa na capital afirmam, porém, que não trabalhariam com Dodge, que seria “centralizadora”.
Pingos nos is O presidente Michel Temer pediu para que os líderes do governo no Congresso desmentissem o boato entre deputados da base de que estaria disposto a recriar o imposto sindical.
Pense bem Relator da reforma trabalhista na Câmara, Rogério Marinho (PSDB-RN) avisou que se “Temer vetar o artigo que acaba com o imposto sindical, pode desarranjar sua base”. E ele é da ala do partido que defende o apoio ao governo.

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