Segundo relatório, cerca de 15 mil pessoas foram combater junto ao Estado Islâmico e outros grupos extremistas
O Globo
Militantes do Estado Islâmico desfilam em blindado das forças de segurança iraquianas na cidade de Mosul, no Iraque
- Uncredited / AP
LONDRES — Cerca de 15 mil voluntários de mais de 80 países
viajaram à Síria e ao Iraque para combater junto ao Estado Islâmico (EI)
e outros grupos extremistas, apontou um relatório da ONU obtido pelo
jornal britânico “The Guardian” nesta sexta-feira. Segundo o documento,
elaborado por um comitê do Conselho de Segurança que monitora as
atividades da al-Qaeda, esse é um número “sem precedentes” e muito maior
que o registrado nos 20 anos anteriores.
O
relatório indica que os voluntários são de mais de 80 país, incluindo
nações que não enfrentaram desafios em relação à al-Qaeda. Os locais de
origem dos combatentes não foram divulgados, mas o documento ressalta
que, recentemente, partidários do EI surgiram em lugares inusitados,
como as Maldivas, Noruega ou Chile, além de outros mais conhecidos por
mandar extremistas para o Iraque e para a Síria.
“Há grupos de terroristas estrangeiros da França, Rússia e
Reino Unido operando em conjunto”, diz o relatório, segundo o “The
Guardian”.
As autoridades do Reino Unido estimam que mais de 500
cidadãos viajaram para a região desde 2011. O comandante da polícia
britânica, Bernard Hogan-Howe, afirmou na semana passada que cinco
pessoas deixam o país a cada semana para combater junto ao grupo
jihadista.
Os números da ONU reforçam as previsões da inteligência
americana sobre o alcance do problema dos lutadores estrangeiros no
Iraque e na Síria. Segundo o relatório, os dados registraram um aumento
apesar das agressivas políticas antiterroristas do governo Obama e do
incremento da vigilância global.
Além disso, o declínio da al-Qaeda é apontado como uma das
razões para a popularidade dos jihadistas do EI. O relatório destaca
que, para a ONU, o EI é um grupo dissidente da al-Qaeda. No entanto, os
dois fazem parte de um movimento mais amplo, apesar da separação formal
entre eles em fevereiro deste ano.
"Os dois grupos possuem objetivos estratégicos semelhantes,
embora com diferenças táticas”, diz o relatório, apontando que o Estado
Islâmico está menos interessado em realizar ataques terrorista fora de
suas fronteiras ou a alvos internacionais.
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