PM apreende 1.300 pedras de crack com adolescente
Jovem foi parado por policiais na cracolândia e levava droga em mochila
Prefeitura ocupará seis imóveis na região para implantar atendimento aos moradores de rua e dependentes químicos
FSP
A PM realizou na madrugada de ontem a maior apreensão de crack na cracolândia, região central de São Paulo. A droga estava com um adolescente de 15 anos.
Com ele, segundo a polícia, foram apreendidas 1.300 pedras e 14 pedaços maiores da droga, num total de 969 gramas. Isso representa 27% de todo o crack apreendido na operação: 3,571 kg.
Até agora, a maioria das apreensões foi de pequenas quantidades de drogas -em alguns casos, com somente um grama (ou três pedras).
A maior apreensão de crack ocorrida na capital paulista desde o início da operação foi realizada na zona leste.
O Denarc apreendeu 16 mil pedras (quase 8 kg), mas essa apreensão não é contabilizada na ação, porque o local da ocorrência é distante da região da operação.
A apreensão do adolescente ocorreu por volta das 3h entre as ruas General Osório e Guaianases. Os policiais desconfiaram do jovem e encontraram a droga e dinheiro (R$ 3.149) em sua mochila.
A polícia diz que o adolescente estava com outros usuários de drogas, que fugiram quando viram o carro. O jovem foi levado para a Fundação Casa (antiga Febem).
De acordo com a PM, ele confessou o tráfico de drogas.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que o adolescente não tem outras passagens pela polícia.
ALUGUEL FORÇADO
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) "requisitou" ontem os terrenos dos imóveis demolidos na rua Helvétia para a instalação de tendas de atenção a moradores de rua e usuários de drogas e postos de atendimento ao trabalhador.
Kassab usou um instrumento previsto na Constituição que permite a requisição de imóveis particulares quando houver interesse público.
Esse instrumento é mais usado pela Justiça Eleitoral para solicitou o uso de escolas e clubes particulares para a instalação de urnas.
A própria prefeitura já usou esse modelo quando da obra de ampliação da marginal Tietê, ao requisitar um imóvel para a instalação de um canteiro de obras.
O prefeito disse que os donos dos locais serão indenizados -receberão uma espécie de aluguel- pelo período em que o imóvel for usado. O valor ainda não foi definido.
Do Blog:
Quem lê a reportagem e não raciocina, pensa que o "aluguel forçado" é uma violência do estado contra o cidadão.
As pessoas que conhecem esse assunto (tráfico de drogas) sabem que os proprietários desses imóveis recebiam dinheiro dos traficantes e dos drogados para disponibilizarem os prédios para o tráfico e o consumo do crack.
Tanto a FSP e o Estadão estão fazendo uma abordagem negativa da operação que visa limpar o centro de São Paulo desses zumbis vagabundos, que em nada contribuem para a sociedade e ainda colocam em risco a nossa vida e a vida dos nossos filhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário