quarta-feira, 19 de abril de 2017

UFRJ e seu sindicato escancaram seu viés fascista em greve contra reformas
Rodrigo Constantino 
Reitor da UFRJ toma posse com boné do MST
Reitor da UFRJ toma posse com boné do MST
Recebi de uma leitora a seguinte mensagem de desabafo:
Olha só a democracia do reduto do PSOL no Rio de Janeiro! Paralisação com nome de greve, marcada para o dia 28/04. Eles nem têm mais vergonha de dizer na página pública do Sindicato que terão um grupelho encarregado de impedir o acesso aos Campi, com exceção dos hospitais (tão bonzinhos…). Cadê meu direito de ir e vir? E se eu não quiser aderir à greve/paralisação? Que eu saiba, trabalho em área pública federal. Será que vou ter que pagar pedágio ao sindicato para entrar e trabalhar? Não quero me identificar, somente desabafar. Fascistas não deixarão ninguém passar!
Eis o link para o comunicado autoritário do sindicato, que tenta intimidar aquele que pretendia trabalhar sem aderir a essa greve estúpida contra reformas necessárias. Segue um trecho:
Assembleia dos técnicos-administrativos em educação aprova adesão à greve geral
pauta da assembleia estatutária convocada pela direção do Sintufrj na terça-feira, 11, era extensa, e um dos pontos rendeu muita discussão. Mas a decisão de participação na greve geral do dia 28 de abril contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo ilegítimo governo de Michel Temer foi aprovada sem nenhum voto contrário. Mais de 200 trabalhadores assinaram o livro de presença.
No ponto de conjuntura, nenhum dos temas atuais ficou de fora da avaliação dos companheiros. A lista dos que se inscreveram para manifestar sua opinião sobre a situação atual do Estado do Rio de Janeiro e do país foi longa. E, sem exceção, a saída apontada para reverter os ataques a direitos da categoria, como as conquistas judiciais, e à UFRJ foi intensificar a mobilização, ir às ruas, lotar as assembleias e atos convocados pelo Sintufrj.
Comissão – Para organizar a participação dos trabalhadores na greve geral no dia 28 de abril, a assembleia aprovou a constituição da Comissão de Mobilização e Ação, que se encarregará de garantir o fechamento dos campi da UFRJ e a ida em massa ao ato unitário de todas as categorias no Centro da Cidade.
[…]
A assembleia deliberou que somente os profissionais dos hospitais universitários da UFRJ com pacientes internados e outros setores que lidam com vidas não alterarão sua rotina de trabalho na greve geral de 28 de abril.
Os demais técnicos-administrativos em educação da UFRJ deverão participar da Marcha dos Servidores Públicos, cuja concentração será às 14h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os manifestantes sairão dali em direção à Candelária, e de lá seguirão para a Cinelândia, onde todas as categorias se encontrarão para o grande ato.
Nossa! Duzentas pessoas e todos os demais precisam aderir? Eis a “democracia” dessa gente. Um grupelho organizado decide em nome de todos e depois resolve impor sua decisão na marra, fechando o acesso dos campi. Nicolás Maduro apoiaria essa “democracia”. Os demais funcionários deverão participar da Marcha. Ou?
Os fascistas não mais escondem o viés fascista. A coisa ficou escancarada. A UFRJ é cúmplice dos verdadeiros golpistas, desses socialistas que tentam impedir as reformas necessárias para o país e que defenderam o governo petista que destruiu nossa economia e nossos valores morais.
A UFRJ deveria ser fechada!

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