domingo, 22 de janeiro de 2012

EUA: DESSE JEITO, SEM UMA OPOSIÇÃO EFETIVA, MALACK OBAMA VAI GANHAR AS ELEIÇÕES POR W.O. (QUALQUER SEMELHANÇA COM O BRASIL NÃO É MERA COINCIDÊNCIA)

Carolina do Sul dá vitória a Gingrich contra Romney
Com 67% das urnas apuradas, ex-presidente da Câmara tinha 41% dos votos
Resultado tem peso mais simbólico do que matemático; Estado conta com somente 25 delegados no total
LUCIANA COELHO - FSP
Newt Gingrich, o pré-candidato à Presidência dos EUA declarado eleitoralmente morto mais de uma vez durante a campanha, venceu ontem a prévia do Partido Republicano no conservador Estado da Carolina do Sul.
A vitória do ex-presidente da Câmara, nascido na vizinha sulista Geórgia, embola a disputa na oposição, que agora conta com três vencedores em três etapas: o ex-senador Rick Santorum em Iowa, o ex-governador Mitt Romney em New Hampshire e Gingrich na Carolina do Sul.
Com 67% dos votos apurados até o fechamento desta edição, o ex-deputado tinha 41% do total; o ex-governador, 26%; Santorum, 18%; e o deputado Ron Paul aparecia com 13%. As urnas eletrônicas no Estado aceleraram a contagem.
Romney, que enfrentou uma série de reviravoltas recentes, admitiu a derrota às 22h57 -menos de uma hora após o fim da votação- para uma pequena multidão cujos gritos ecoavam no galpão da Feira Estadual em Columbia.
Em seu discurso, agradeceu o apoio e alfinetou Gingrich, que criticara sua performance na Bain Capitals, companhia que reestruturava empresas quebradas.
"Temos de defender o capitalismo e a liberdade de empreendimento. Nosso partido não pode se alinhar ao presidente [Barack] Obama."
Apesar do revés, ele continua a ser o nome de maior peso no páreo -Gingrich ainda é visto como mais vulnerável por seu envolvimento com lobby e os casos de adultério.
Nas pesquisas nacionais, o ex-governador de Massachusetts tem 8,2 pontos sobre o ex-deputado, segundo o site agregador Real Clear Politics, e por ora lidera com 18,5 pontos as sondagens para a etapa da Flórida, dia 31. Mas o caminho será mais difícil.
A vitória de Gingrich, consolidada na última hora, se deve a dois fatores centrais.
O ponto principal foi a arrasadora performance no debate de quinta, quando atacou a mídia e reverteu a acusação da ex-mulher de que ele pedira um casamento. Acabou ovacionado.
O outro é o eleitorado evangélico no Estado, majoritário e reticente diante do mórmon e ex-centrista Romney.
Nas sessões visitadas pela Folha em Columbia, os mesários afirmaram que o movimento superou o normal. "Eles estão bem mais animados do que nas últimas vezes", disse Marilyn Simmons.
IMPACTO MORAL
O peso da Carolina do Sul é mais moral do que matemático. O Estado vem "acertando" os candidatos republicanos nos últimos 32 anos.
Contudo, no colégio eleitoral que determinará quem representará o partido na disputa com Obama em novembro, a Carolina do Sul tem apenas 25 dos 2.286 delegados que votam.
O número baixo é resultado de uma punição aplicada pelo partido ao Estado por ter antecipado a prévia (Iowa, New Hampshire e Flórida também foram punidos).
Mas aqui o vencedor leva todo o lote de delegados -diferentemente do que ocorreu até então, quando a divisão foi proporcional à votação.
Para ser nomeado candidato, é necessário conquistar pelo menos 1.244 delegados. Com o resultado de ontem, Gingrich tem 27; Romney, 14; Paul, 10; e Santorum, 8. Na Flórida, estarão em jogo 50.
Matematicamente, não é possível haver um vencedor antes de meados de março.
As performances dos aspirantes nessas primeiras rodadas, porém, ditam o ritmo das doações às campanhas, que podem secar se um dos nomes deixar de demonstrar que tem capacidade de avançar. Até março, espera-se que a disputa se afunile mais.

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