Objetivo do grupo Femen é alertar para o crescimento do turismo sexual no país; ativistas acusam seguranças de agressão
Mulher tira a roupa em protesto na sacada do Copacabana Palace
Guilherme Pinto / Extra / O Globo

RIO — Duas ativistas brasileiras do grupo Femen invadiram, na manhã desta quinta-feira, o Hotel Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, para realizar um protesto contra o turismo sexual. Segundo o jornal “Extra”, elas driblaram a segurança e conseguiram chegar até a sacada do hotel, onde tiraram as blusas e ficaram com os seios à mostra, provocando um rebuliço entre os hóspedes. De lá, as duas gritavam frases de protesto, como “Turistas sexuais, vão embora” e “O Brasil não é bordel”.
Os seguranças tiveram trabalho para retirar as manifestantes do hotel. As mulheres acabaram saindo do local à força. Ao chegaram na calçada em frente ao Copacabana Palace, as duas continuaram o protesto. Policiais do 19º BPM (Copacabana) foram acionados, e as mulheres, levadas para a 12ª DP (Copacabana).
— O Brasil, especialmente o Rio, é um destino de turistas sexuais. Isso deve aumentar com a Copa e as Olimpíadas — disse Sara Winter, pouco antes de ser levada para a delegacia.
Na delegacia, de acordo com o site G1, as ativistas alegaram terem sido agredidas pelos seguranças do hotel. Elas foram encaminhadas ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito.
Esse foi o primeiro protesto do Femen no Rio. Já houve manifestações do grupo em São Paulo, Minas Gerais e Brasília.
O Femen é um grupo ucraniano de protesto, fundado em 2008. A organização se tornou famosa por protestar em topless. O grupo tem um núcleo brasileiro.
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