O que levou à vitória de Barack Obama não foi a economia
Miiriam Leitão - O Globo
O presidente Barack Obama terá mais quatro anos no governo para realizar seu projeto e foi afastado o discurso conservador. Eu havia escrito nesse espaço que o cenário mais provável era o presidente vencer mais um mandato, os republicanos ganharem na Câmara e o Senado continuar sob controle dos democratas. Foi o que aconteceu,
Apesar de o país dividido havia alguns fatores que já indicavam essa direção. A economia havia melhorado nos últimos meses, mas continua o alto desemprego, o baixo crescimento. Há melhoras como a recuperação inicial dos preços dos imóveis. Mas a economia não foi decisiva dessa vez.
Mais importante foi a demografia: os latinos, os negros, as mulheres. A América diversa e com novas ideias foi a vencedora. Essa diversidade ganha cada vez mais força na cara da América. Uma jovem ainda sem idade para votar acaba de ser entrevistada pela CNN. Ela é negra. É voluntária da campanha de Obama. Foi aos oito anos e é agora novamente. A reporter pergunta em quem ela votará quando puder votar daqui a quatro anos e ela responde sem hesitar:
-Numa mulher.
É isso, apesar de toda a polarização, é maioria os que estão no grupo da diversidade.
Mitt Romney foi muito para a direita, pelas ideias que defendeu e principalmente ao escolher Paul Ryan, para agradar ao direitista Tea Party e não venceu nem no estado de Ryan: Winsonsin. Uma amiga de Winsconsin, professora da universidade, me alcança pela rede social e diz "Alívio".
Na economia a torcida agora é para que o Partido Republicana, que continua no controle da Câmara, consiga ter mais diálogo com o governo na mais imediata discussão: como reorganizar as finanças públicas.
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