Le Monde
Peter Dejong/AP
Um
protesto foi realizado em novembro contra reunião entre a líder da
Frente Nacional, a francesa Marine Le Pen (foto), com Geert Wilders, do
Partido da Liberdade, na Holanda, para discutir estratégias da direita
nas eleições europeiasDoze anos depois do 21 de abril de 2002, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a presença de Jean-Marie Le Pen no segundo turno das eleições presidenciais, os bons resultados obtidos pelas listas da Frente Nacional (FN) no domingo (25) nas eleições europeias não provocaram nenhuma grande manifestação.
"Os jovens aderiram à abstenção como nunca: mais de 50% nas eleições municipais e 73% nas eleições europeias", eles lembram também em um comunicado assinado pela Unef e pela UNL, mas também pela Fidl (Federação Independente e Democrática dos Liceus), pelas associações Osez le féminisme, Maison des Potes, Ensemble, Jovens Socialistas, Jovens Comunistas, Jovens do Partido de Esquerda, Jovens da Esquerda Unitária, Jovens Ecologistas e, por fim, os Jovens Radicais de Esquerda.
"Marcha contra a FN"
A Fidl também faz um apelo em seu site por uma manifestação em Paris no dia 28 de maio, na Place des Innocents, "para mostrar o desgosto dos jovens" diante da extrema-direita.Paralelamente a esse apelo, Lucas Rochette-Berlon, aluno do último ano do ensino-médio no liceu L'Olivier-Robert-Coffy, em Marselha, criou no domingo à noite um evento no Facebook convocando "uma marcha contra a FN" para quinta-feira, às 11h. Na terça-feira, esse evento já contava com a confirmação de presença de mais de 19 mil pessoas.
Entrevistado pelo "Le Lab", o estudante diz ter se afiliado recentemente à UNL, mas classifica sua iniciativa como "apolítica".
"Vamos mostrar à FN, aos partidos políticos, aos jornalistas, ao mundo que estamos denunciando o racismo, a xenofobia, o ódio, o isolamento desse partido e que os franceses não compartilham desses valores", diz a página do evento.
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