quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Governo do Texas ameaça processar quem ajuda refugiados sírios
Autoridades do estado querem barrar a entrada desses imigrantes no país. Presidente Barack Obama diz que manterá a meta de acolher 10.000 refugiados em 2016
VEJA
Greg Abbott, governador do Texas: estado deseja barrar entrada de imigrantes síriosGreg Abbott, governador do Texas: estado deseja barrar entrada de imigrantes sírios(BRENDAN SMIALOWSKI / AFP/VEJA)
O estado do Texas, nos Estados Unidos, ameaçou processar as agências que não acatarem a ordem do governador Greg Abbott de não aceitar mais refugiados sírios. "Se sua organização não coopera com o Texas, como requer a lei federal, pode ter como resultado a rescisão de seu contrato com o estado, assim como outras ações legais", disse o comissário estadual de Saúde, Chris Traylor, em carta enviada à agência International Rescue Committee.
A organização é um dos órgãos que estão trabalhando com autoridades federais para realocar imigrantes sírios no Texas. Traylor, responsável pelos programas de refugiados no estado, acrescentou na carta que "foi incapaz de conseguir a cooperação" da International Rescue Committee depois que a agência insistiu "em acolher alguns refugiados sírios no futuro próximo".
Após os atentados de 13 de novembro em Paris, cerca de 30 governos estaduais americanos, a maioria republicana, se posicionaram contra a entrada de refugiados sírios no país. Eles afirmam que podem vetar a entrada desses imigrantes em seus estados, mas a Casa Branca alega que isso violaria as leis federais. O presidente Barack Obama já anunciou que não concorda com esses políticos e que manterá a meta de acolher 10 000 pessoas que fogem da guerra civil da Síria em 2016.
A International Rescue Committee, que tem sua sede em Nova York, respondeu à carta com um comunicado no qual lembrou que o Texas "foi um local de amparo seguro para os refugiados mais vulneráveis do mundo" ao longo dos últimos anos. "Esperamos que o Texas continue honrando essa longa tradição e seu compromisso com a Constituição dos Estados Unidos", afirmou a organização.

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