É curioso ver como o negro, para as
instituições que cuidam do “racismo”, é quase um objeto a ser analisado
em laboratório. Ou, às vezes, o “quase” deixa de fazer sentido. Ao invés
de uma Universidade, que deveria ter um conhecimento, ehrr,
universal, abrir a mente de seus alunos para um conhecimento de fato
universal, eterno, para algum método para a verdade, seja filosófica,
científica ou técnica, o conhecimento passa a ser segregado.
Para, supostamente, ser “o primeiro ou
um dos primeiros cursos de licenciatura em matemática que se propõe a
discutir o racismo de modo estruturante como uma obrigatoriedade da
instituição” (sic), não se trata o negro como um igual ao branco, ao amarelo, ao verde e ao roxo com bolinhas amarelas.
Não se trata a produção cultural do negro como produto cultural universal: e sim como produção cultural do negro,
marcada, estimagtizada, delimitada. E quem faz isso não é o suposto
neonazista da faculdade: é o movimento negro, dizendo que o aluno agora
terá aula de “afro-matemática”. Por quê? Porque “transforma a
sociedade”. Não porque o aluno terá o melhor conteúdo.
Acaso acreditam que alunos de matemática, ehrr,
“normal” têm aula de Gödel porque ele era branco? Ou Goethe? Ou Bach?
Bom, melhor não perguntar pro povo que segue Derrida e Fanon… Querem
transformar logo a matemática em algo como a gramática do Batman, com
seu batmóvel, seu bat-cinto, sua bat-carteira…
Morgan Freeman já dizia que a única forma de acabar com o racismo é parando de olhar para a cor da pele das pessoas.
Depois
do “preconceito lingüístico”, que tenta ensinar uma gramática de pobre e
outra de rico, finalmente conseguiram inventar algo para a matemática:
uns estudam álgebra abstrata, seja inventada por russos, chineses,
judeus ou americanos. Outros estão preocupados com “afro-matemática”,
apenas como aquela matéria enfadonha (que precisa ser
obrigatória para ter algum aluno) que todo mundo faz por créditos, para
perder tempo, enquanto o que aprende de fato está em outra aula.
Ao invés de conhecimento universal,
desenhos na areia usados por um coletivo de recalque segmentado. É assim
que vamos incluir os negros entre os grandes pensadores da humanidade?
Ou que vamos diminuir o racismo? Ou só faremos um teatrinho a respeito
de “racismo” enquanto
a educação brasileira cai cada vez mais em rankings internacionais?
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