Reinaldo Azevedo - VEJA
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, fez um pronunciamento na TV Senado que, na prática, apesar da retórica, joga no lixo o pacote fiscal do governo. Vejam. Volto em seguida.
O
presidente do Senado fala num tal “pacto pelo emprego”. Na crítica ao
governo, fez um sarapatel danado. Atacou o aumento de impostos, ok. Mas
também criticou a elevação das tarifas públicas e dos juros, como se as
duas questões, hoje em dia, fossem uma questão de gosto.
E aí propôs,
“em nome do Congresso Nacional” — como se tivesse combinado previamente
com os partidos — , o tal “Pacto em Defesa do Emprego”. Entre as
medidas, sugeriu:
– nenhuma ação que cause dano ao emprego (referia-se à terceirização);
– aumentar as compras governamentais dos setores que gerarem mais empregos;
– bancos públicos oferecerem mais créditos, a juros menores, aos setores que gerarem mais empregos;
– desonerar, de forma definitiva, as atividades que gerem mais emprego.
– nenhuma ação que cause dano ao emprego (referia-se à terceirização);
– aumentar as compras governamentais dos setores que gerarem mais empregos;
– bancos públicos oferecerem mais créditos, a juros menores, aos setores que gerarem mais empregos;
– desonerar, de forma definitiva, as atividades que gerem mais emprego.
Bem, aí está
o conjunto de medidas que conduziu o país ao desastre. É simples assim.
Joaquim Levy está tentando desarmar a arapuca do “dilmo-manteguismo”,
que fez essas opções com o propósito de reduzir a inflação e manter o
emprego. Deu no que deu.
Anotem aí:
uma das formas de enganar os trouxas, quando não se tem o que dizer, é
recorrer a doenças e à medicina como metáforas. Falou Renan:
“Não podemos agir como aquele cirurgião, que economiza custos e faz a cirurgia sem anestesia (…). É preciso extrair o tumor, mas sem dor, ou com um mínimo de sofrimento”.
“Não podemos agir como aquele cirurgião, que economiza custos e faz a cirurgia sem anestesia (…). É preciso extrair o tumor, mas sem dor, ou com um mínimo de sofrimento”.
Trata-se de
didatismo pedestre e populista. Muito bem! Quem pode ser contra o uso de
anestesia para extrair um tumor? Ninguém! Quem pode ser contra a máxima
de que se deve retirar o dito-cujo com o mínimo de sofrimento? Ninguém
também. Se, no entanto, você é favorável a essas coisas, isso significa
que está obrigado a defender que bancos públicos emprestem dinheiro a
juros subsidiados para alguns setores? Tenham paciência!
Renan busca o
seu lugar de protagonista na história e fala bobagem pelos cotovelos.
Mas não está sozinho nessa tarefa. É personagem de uma operação política
que busca fraturar o PMDB.
Para mais informações, busquem Luiz Inácio Lula da Silva.
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