CPI dos supersalários será usada para fustigar STF caso a corte não reveja posição sobre afastamento
Quem com ferro fere Fica apenas no plano da
aparência o clima de tranquilidade que se instalou após o recuo do
Senado em seu embate com o Supremo. A decisão da corte sobre o
afastamento de parlamentares, dia 11, será lida com lupa. Há quem espere
que o STF declare ilegal a adoção da medida cautelar — o que é
improvável. E há quem torça para que a corte diga, ao menos, que cabe ao
Legislativo avaliar a sanção. Caso contrário, o Congresso revidará e a
CPI dos supersalários será o front contra o Judiciário.
Não é para tanto A corte validou por unanimidade o
afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato no ano passado. Este é
o motivo pelo qual integrantes do Supremo duvidam que a maioria dos
ministros admita ter cometido erro na ocasião.
Pêndulo O mais provável é que, caso o STF decida a
favor do Congresso, autorize a submissão de penas restritivas ao
Legislativo. Os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia terão os votos
decisivos.
Tinindo A comissão de inquérito dos supersalários
foi proposta pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e está pronta para
ser instalada, mas o alagoano está segurando o início dos trabalhos.
Me dê motivos Renan disse a aliados que iniciar a
CPI neste momento poderia soar como provocação. Quer esperar a resolução
do caso Aécio para abrir um novo foco de tensão entre os Poderes.
Sinais de fogo O novo capítulo da história de
implosão do PSDB começa a espalhar faíscas pela base aliada. O centrão
decidiu que usará a crise desencadeada pela sigla após a indicação de
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) à relatoria da denúncia para fustigar os
tucanos.
Que momento! O embate no PSDB alcançou o auge no
mesmo dia em que a defesa do presidente Michel Temer levou seus
argumentos para engavetar a nova denúncia contra o peemedebista.
Dirigentes do PSDB ameaçaram abrir processo para expulsar Bonifácio — de
87 anos e dez mandatos –do partido.
Pago para ver Diante do discurso do centrão contra a
criação do novo fundo eleitoral, partidos que apoiaram a medida estudam
propor regra que obrigue as legendas que quiserem acessar os recursos a
fazerem uma declaração pública. Não haveria transferência automática.
Sentido Senadores vinculados à esquerda pediram uma
reunião a portas fechadas com o ex-ministro Celso Amorim, que comandou a
Defesa de 2011 a 2014. O encontro ocorreu nesta quarta (4). A pauta: os
sinais de insubordinação nas Forças Armadas.
Sentido 2 Aos parlamentares, Amorim fez longa
análise. Sem desprezar o que definiu como situações atípicas, afirmou
que há forte rotatividade em postos de comando e que a instituição conta
com seu próprio sistema de freios e contrapesos.
Implantes ao vento A nova frota de carros oficiais
chegou ao Senado. São 85 Sentras novos. Os veículos, alugados, são
equipados com roda esportiva e teto solar.
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