terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A aprendiz cucaracha de escroque internacional se veste de vítima para esconder a nudez da carrasca
VALENTINA DE BOTAS - Blog do Augusto Nunes
Tenho identidades múltiplas, só o fato de ser brasileira já mistura pedaços de identidades euro-africanas – e quantas europas e áfricas não há? Como se não bastasse, e não basta, sou Valentina e outras, também je suis Charlie e ahora yo soy Nisman. E Cristina Kirchner? Uma lenda urbana reza que ela é judia, não é, nem tem ascendência judaica. Cristina multiplica as identidades dela – bolivariana, neo-lôca-peronista, mais-uma-viúva-governante-argentina – para se manter ela mesma: a governante ridícula e absurda que se suicidou moralmente ao negar o liame perverso entre oitenta e cinco pessoas suicidadas por terroristas e uma pelos agentes do país amigo dos terroristas.
Hoje faz 70 anos que a ex-URSS revelou para o mundo, de forma irrefutável e para sempre indelével, o horror de Auchwitz. Com a proximidade das tropas soviéticas, os nazistas cremaram até mesmo judeus vivos, na pressa de chegar o mais próximo possível de finalizar a solução final. Só os pusilânimes negam esses fatos. Talvez só mesmo o terrorismo islâmico se aproxime, nas suas diferentes formas de jihadismo, daquela predação sistemática do humano. A nova força do mal não tem o ódio constitutivo a um povo inteiro como os nazistas, mas a qualquer ser vivente infiel (ou não muçulmano) e se julga, sim, detentor de uma supremacia: vê-se como o povo puro de Alá, deus também puro de uma raça pura de civilização e o “heil! Hitler!” deles é o “Alá é grande!”.
Acontece que o antissemitismo respira a plenos pulmões no bolivarianismo; também com pretensões à pureza e à supremacia por poder e grana, são dois termos com radicais diferentes unidos pelo mesmo sufixo “ismo” obscuro na sintaxe do ódio aos judeus, aos americanos e a quem não odeie a estes. Não vou comparar o degenerado Estado argentino aos nazistas ou aos terroristas. Todavia, o avançado estágio de delinquência que Cristina Kirchner promoveu no governo argentino levou o país à chocante parceria com um Estado islamofascista, movido pelo ódio incurável e militante aos judeus e ao Estado de Israel – o Irã.
Do conluio com a escória do mundo escoltada por Chávez à perseguição obsessiva aos donos do Clarín, passando pela agressão à legalidade, a opositores e à liberdade, a aprendiz cucaracha de escroque internacional se veste de vítima toda empetecada para esconder a nudez da carrasca, atormentada por oitenta e seis assombrações. São oitenta e seis, não um, os cadáveres a lhe cobrarem que seja judia, madrilenha, nova-iorquina, Malala, Charlie, AMIA, Nisman: que seja decente; a identidade que déspotas não têm.

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