quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FSP MINISTRA QUER OPINAR EM NOVELA

Depois de comercial de Gisele, ministra quer opinar em novela

ANA FLOR - FSP
Uma semana depois de pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen por considerar a peça agressiva à mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres tomou outra decisão polêmica.

A pasta enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação com o personagem Baltazar -interpretado por Alexandre Nero-, da novela "Fina Estampa". Na trama, ele humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes.

Em ofício enviado ontem à emissora, a ministra Iriny Lopes sugere à Rede Globo e ao autor da novela, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180.

A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.

Na trama de Agnaldo Silva, Celeste já foi aconselhada por amigas a denunciar Baltazar, mas não o faz por dizer que ama o marido. "A ficção tem força para alertar a sociedade contra esse mal que aflige milhares de mulheres", diz a ministra no ofício.

À Folha, Iriny afirmou que são comuns os casos de mulheres agredidas que não denunciam os companheiros.

A Globo informou que não houve contato da ministra e que a novela é uma obra de ficção. Disse ainda que as novelas da emissora "dão tratamento educativo no enfoque de problemas da realidade -respeitada a liberdade de expressão artística".

Do Blog:
Às vezes, parece que eu estou lendo coisas que um demônio ruim criou para me enganar, como disse Descartes.  Mas Descartes resolveu a questão (ao seu modo).  E eu me vejo na situação dele, sendo obrigado a acreditar que exista uma pessoa cretina o suficiente ao ponto de ver novelas e recomendar mudanças no enredo.  Ver novela?  Isso é preocupação e passatempo dos simples, do "polvo", do lowbrow.   Inclua-se aí os programas de auditório e toda a porcaria que inunda a televisão do baixo mundo.

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