Dono de Camaro diz que fugia de bandidos
LÉO ARCOVERDE/RAFAEL ITALINI - DO "AGORA"
Um dos advogados do estudante Felipe de Lorena Infante Arenzon, 19, disse ontem que o jovem provocou a série de acidentes nas ruas da capital, na última sexta-feira, porque fugia de assaltantes que roubaram seu relógio.
Felipe teria sido abordado quando estava em um posto de gasolina dentro de seu Chevrolet Camaro, avaliado em R$ 200 mil.
O defensor do jovem, Fábio Pereira da Silva, diz que o roubo aconteceu logo após ele ter saído da boate Villa Country, na Barra Funda (zona oeste), e que Felipe decidiu fugir. Segundo Silva, o caso não foi relatado à Justiça porque ele estava abalado.
A linha de defesa é a mesma adotada pelo motorista do Porsche Marcelo Malvio de Lima, 36. Em julho, ele afirmou que acelerou o carro após ver dois suspeitos se aproximarem do veículo. Em alta velocidade, ele colidiu com o carro de uma advogada, no Itaim Bibi (zona oeste). Ela morreu na hora.
Assim como o motorista do Porsche, Felipe foi solto após pagar fiança no início da semana. O valor estipulado foi de R$ 245 mil. Segundo a polícia, no dia do acidente,ele estava visivelmente alcoolizado e tentou fugir.
Depois de atingir quatro carros na avenida Sumaré (zona oeste), Felipe seguiu até a avenida Inajar de Souza (zona norte), onde colidiu com outros dois veículos. Uma vítima morreu anteontem.
Como há uma morte no acidente, a polícia vai indiciar o motorista do Camaro sob suspeita de homicídio doloso (por assumir risco ao dirigir em alta velocidade).
Quando a ocorrência foi registrada, na sexta, Felipe foi enquadrado no crime de tentativa de homicídio. Ele vai continuar sendo processado por fuga do local do acidente e embriaguez ao volante.
A Justiça determinou que Felipe não saia de casa aos finais de semana. Ele também não pode ingerir bebidas alcoólicas. Se descumprir a ordem, poderá ser preso.
Morre motorista que teve 90% do corpo queimado
O motorista de uma Towner atingida pelo Camaro de Felipe de Lorena Infante Arenzon, 19, morreu anteontem no Hospital das Clínicas. A vítima, Edson Roberto Rodrigues, 55, teve 90% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos.
A defesa de Felipe disse que ele ficou em estado de choque ao saber da morte. Revoltada, a viúva Nilza das Graças do Socorro, não quis falar com a reportagem. Ele morreu dois dias após o aniversário dela e, segundo familiares, planejava fazer uma festa no fim de semana.
Do Blog:
O advogado do criminoso é meio lerdinho. Para tentar bolar uma explicação para o crime doloso, preciso dizer que o criminoso estava em estado de choque. Situação semelhante àquele do pilantra que roubou dinheiro público no PR e depois alegou insanidade.
Triste é o país que convive com esse tipo de malandragem. Para moralizar a atuação desses advogados de porta de cadeia, a única esperança que nos resta é a OAB. E olhe lá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário