Bebida não passa pelo processo de pasteurização e precisa ser
conservada gelada
Divulgação
Produção da Coruja inclui cervejas vivas e
pasteurizadas
A primeira criação da dupla foi a cerveja viva. "Viva" porque a bebida não
passa pelo processo de pasteurização, não é submetida a temperaturas elevadas e
não tem conservantes. Por isso, ela precisa ser mantida gelada desde o término
da fabricação até o consumo. "A melhor condição para tomar cerveja é direto do
tanque. Quanto mais fresca, mais nova, melhor. E levamos esse conceito para a
nossa cerveja", explica Rodrigues.
A garrafa é outro atrativo. A bebida é envasada em um frasco de remédio
antigo de 1 litro com rótulo serigrafado diretamente no vidro. A abertura da
garrafa deve gerar um estouro. A intenção é que o barulho faça parte do ritual
para beber a cerveja. A opção de 1 litro foi pensada justamente para a bebida ser dividida entre os amigos. "Esse é o espírito da Coruja, de amizade, de confraternização", destaca Rodrigues. O preço da cerveja viva varia de R$ 25 a R$ 28 no Sul. Já em São Paulo, a garrafa custa entre R$ 28 e R$ 35, devido aos custos de transporte e conservação. O teor alcoólico da bebida é de 4,5%. A empresa também lançou em 2007 a Coruja Extra Viva, uma opção mais amarga e com teor alcoólico de 6,5%.
No início, a bebida era fabricada em Teutônia, no Rio Grande do Sul. A produção chegou a 8 mil litros ao mês. Com a mudança para Forquilhinha, em Santa Catarina, há dois anos, a produção oscila entre 18 mil a 20 mil litros por mês, distribuídos em cinco estados. Além das cervejas vivas, a Coruja comercializa as bebidas pasteurizadas: Strix, Otus e Alba - as três têm nomes de espécies de corujas.
Edição limitada
A empresa sempre buscou apoiar eventos culturais. Entre um apoio e outro, surgiu a ideia de lançar cervejas em parcerias com artistas e pessoas do meio. O resultado foi a Família Fora de Série, em edições limitadas. O primeiro lançamento foi a Baca, uma cerveja com toque de pitanga, feita em parceria com Francisco Marshall, idealizador do instituto cultural StudioClio.
O segundo produto foi a apimentada Labareda elaborada em conjunto com o músico Wander Wildner. Já a Coice deverá ser lançada entre final de setembro e começo de outubro. Trata-se de uma bebida formulada com o artista plástico Caé Braga.

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