Janot se encontrou com advogado de Joesley em bar de Brasília
Bottini afirma que cruzou "casualmente" com o procurador-geral da República
Igor Mello / Eliane Oliveira - O Globo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se encontrou
com o advogado do empresário Joesley Batista, Pierpaolo Bottini, em um
bar em Brasília neste sábado. No local, os dois dividiram uma mesa, como
mostra foto obtida pelo site "Antagonista". O encontro ocorreu um dia
depois do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter expedido o mandado de prisão contra Joesley e o executivo do grupo J&F, Ricardo Saud.
Tanto
Janot quanto Bottini confirmaram terem estado juntos no bar, mas
sustentarma que o encontro foi casual. Em nota, o procurador-geral da
República disse ser cliente do estabelecimento: "Acerca da nota
publicada pelo site O Antagonista, a Procuradoria-Geral da República
esclarece que o procurador-geral da República frequenta o local
rotineiramente. Não foi tratado qualquer assunto de natureza
profissional, apenas amenidades que a boa educação e cordialidade prezam
entre duas pessoas que se conhecem por atuarem na área jurídica”.
Ao GLOBO, Pierpaolo Bottini afirmou que o encontrou foi
"casual" em um local público em Brasília, mas não quis informar o
endereço do bar. Segundo ele, os dois não conversaram sobre "temas
jurídicos". O advogado afirmou que o encontro não foi "marcado" nem
"agendado" e que não falaria mais sobre o assunto, já que havia emitido
nota ao site Antagonista com o mesmo teor.
- Foi um encontro casual, não conversamos sobre temas jurídicos. Então não vou mais fazer declarações - disse ao GLOBO.
Já havia sido considerada incomum a demora para que a
Polícia Federal cumprisse a ordem de prisão contra os executivos do
grupo J&F. Na avaliação de uma fonte no STF, a história estava
"nebulosa" porque, afinal, não é comum uma ordem de prisão da corte
levar tanto tempo para ser cumprida. A divulgação de notícias sobre o
encontro entre Janot e o advogado de Joesley Batista causou estranheza
entre ministros do STF. Na interpretação de fontes na corte, os dois
estavam tratando das condições para os dois delatores se entregarem.
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