quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Qual a minha opinião sobre o MBL?
João Cesar de Melo, - Instituto Liberal
Já que ainda estão criticando o MBL por ele ter incitado o boicote ao Santander, registro aqui minha opinião sobre o movimento.
A campanha de satanização da iniciativa privada, da liberdade individual e do cristianismo faz parte do cotidiano do país em que vivemos. Passei a vida toda escutando que os empresários são uns crápulas que só pensam no lucro, que exploram as pessoas e geram pobreza.
Minha mãe era uma empresária. Criou meus irmãos e eu com muita dificuldade, lutando para manter uma pequena escola que nunca teve mais de 60 alunos, mas sempre teve no mínimo 10 funcionários. A prioridade dela era pagar salários, impostos, contas, fornecedores e encargos para, com sorte, obter lucro, sustentar a família e investir na escola.
Passei a vida toda ouvindo que o cristianismo é a desgraça da humanidade, alienando as pessoas e alimentando preconceitos. A quase totalidade das pessoas que conheço são cristãs. Todas trabalham e têm como grande ambição viver com algum conforto, educar os filhos e deixar alguma herança para facilitar a vida deles.
Foram dessas pessoas que tive exemplos de responsabilidade, honestidade e caridade.
Foi o exemplo dessas pessoas que me tornou um ser humano melhor.
São essas pessoas que representam a grande maioria da sociedade brasileira.
Mesmo os funcionários de empresas, são, de certa forma, empresários em suas vidas particulares, gerenciando seus rendimentos para fazer investimentos futuros.
Mesmos aqueles que não têm religião, como eu, devem seu caráter ao cristianismo, pois foi ele que moldou a sociedade que nos permite, entre tantas coisas, discutir essa temática agora.
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A despeito disso tudo, essas pessoas nunca tiveram voz. Nunca tiveram um grande canal de imprensa ou um movimento nas ruas lhes representando. Foram obrigadas, ao longo de décadas, a ouvir quietas todo tipo de afronta dita por jornalistas desonestos, artistas hipócritas, professores mentirosos, socialistas corruptos e movimentos canalhas de todo tipo.
O domínio da esquerda é tão grande que, há menos de um ano atrás, logo depois do impeachment de uma presidente socialista, o maior representante da direita no congresso, Jair Bolsonaro, teve apenas 4 votos para presidência da câmara. Até a “banca da bíblia” vota na esquerda. A CNBB apoiou o PT desde o começo e agora apoia o PSOL. Não há um único partido liberal no congresso nacional. Guilherme Boulos foi homenageado pela câmara dos deputados um dia depois de ter liderado um protesto violento na esplanada. Comunistas são convidados frequentes nos programas de entrevistas da Globo News e nas páginas dos grandes jornais. Apresentadores e comentaristas de TV choraram ao vivo pela morte do ditador Fidel Castro. Numa de suas novelas, a Globo fez propaganda de um livro que transforma em poesia a vida do assassino Che Guevara. A imprensa chama de “movimento social” grupos terroristas como o MST. Edifícios públicos ganham nomes de guerrilheiros comunistas. Nas escolas, nas universidades e na imprensa é repetida sistematicamente a mentira de que o regime militar foi um período em que a população brasileira foi esmagada por governo tirânico que era combatido heroicamente por anjinhos comunistas. Artistas que vivem direta ou indiretamente de dinheiro privado promovem constantes atos contra o capitalismo, ou seja, contra pessoas comuns que ganham a vida produzindo e vendendo coisas umas para as outras, correndo riscos, assumindo responsabilidades. O governo nos obriga a pagar impostos que são convertidos em financiamento de grupos que se dedicam a nos atacar!
Mais: Movimentos de esquerda nos patrulham o tempo todo em busca de uma justificativa para nos intimidar e agredir. Vão para cima de qualquer pessoa não alinhada cuja opinião ganhe repercussão na internet ou na imprensa. Impedem qualquer evento não alinhado a eles. Insultam e até cospem em qualquer pessoa que ouse questioná-los ou criticá-los. Promovem depredações “em nome da democracia”. Não há semana em que alguma empresa não se veja obrigada a refazer uma campanha publicitária porque algum movimento disso ou daquilo se sentiu ofendido. São comuns atos contra símbolos católicos. Ninguém na grande mídia apoia o direito de uma pessoa ter uma arma para defender suas famílias, seus negócios e suas próprias vidas. Tentam, desde sempre, nos fazer crer que não temos o direito de reagir a agressões. Tentam nos fazer crer que não temos o direito sequer de nos sentir ofendidos, humilhados e ameaçados. Gritam o tempo todo que vagabundos, ladrões e assassinos são as vítimas e os bandidos somos nós.
Até três anos atrás, não havia nenhum movimento se contrapondo a isso. A esquerda guerreava contra a possibilidade de alguém se levantar contra ela. A consequência foi o petismo.
Por tudo isso, chega de papo furado! Chega de querer mudar o rumo das coisas “debatendo ideias”. A esquerda nasceu em guerra contra nós. A esquerda não debate. Sabota. Não há nada, nenhuma linha na literatura ou na história do socialismo, que defenda a tolerância com a direita ou com qualquer outro pensamento não alinhado a ele. A esquerda é, essencialmente, um movimento autoritário e totalitário. A esquerda rejeita qualquer nível de conciliação. Nenhuma ideologia ou religião perseguiu, torturou e assassinou mais pessoas do que o socialismo.
Graças à internet, hoje temos diversas pessoas e canais difundindo ideias liberais, o que é ótimo. Temos também editoras publicando excelentes livros. Ok. Parabéns aos envolvidos. Porém, isso é pouco. Alguém tem que estar nas ruas.
O que o Movimento Brasil Livre faz é encarar a guerra como ela é. Enquanto nós tentamos “endireitar” o Brasil publicando textinhos e textões na internet, o MBL vai para o combate, bota a cara nos protestos da esquerda e promove os seus.
Enquanto nós estávamos lamentando o início de mais um mandato de Dilma, o MBL organizou as maiores manifestações contra um governo na história do Brasil – sem quebrar uma lâmpada, sem distribuição de kit mortadela. Devemos ser contra eles?
Repito: Alguém tem que fazer o serviço sujo. Alguém tem que xingar, desmoralizar, infernizar a militância socialista. O MBL faz isso.
É bobagem, do lado de cá, cobrar que o MBL seja o movimento dos sonhos de cada um de nós.
É medo − e tão somente medo − o sentimento que leva a esquerda a acusar o MBL do que ela própria é – despudorada, fascista, terrorista e assassina.
Quando a esquerda diz que o MBL “incita o ódio”, ela expressa o desconforto de provar de seu próprio veneno.
Se o MBL inflou as massas conservadoras contra a exposição do Santander, DANE-SE! Não há dia em que a esquerda não incite o ódio de sua militância contra alguém.
Se alguns membros do MBL viram no PSDB uma ponte para ganhar projeção política, DANE-SE mais ainda! O PT se juntou ao PMDB e aos mais ricos empresários do país.
DANE-SE também se o MBL não se mobiliza contra Temer. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. A justiça e a imprensa já estão contra ele. Portanto, o MBL tem mesmo de se concentrar em desqualificar a esquerda.
A esquerda nunca teve escrúpulos na busca de seus objetivos.
O terrorista Carlos Marighela, um dos heróis do movimento socialista brasileiro, escreveu em seu famoso Pequeno manual de guerrilha urbana:
A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários e imperialistas, com pequenas expropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.
Eu não me importo se o MBL fica indo e vindo entre o conservadorismo e o liberalismo. O que espero dele é que continue questionando, criticando, provocando, denunciando e atacando a esquerda.
Nunca se esqueçam:
As pessoas que odeiam o MBL enxergam poesia na ditadura cubana que só está de pé porque exterminou a oposição; a imprensa que não dá voz ao MBL é a mesma que se recusa a dizer que a Venezuela foi devastada por uma coisa chamada SOCIALISMO; a “galera do bem” que chama o MBL de fascista é a mesma que aprova protestos violentos que depredam a cidade e impendem pessoas comuns de irem trabalhar.
As pessoas que criticam o MBL por ele apoiar João Dória são as mesmas que dizem que Lula é inocente.

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