Em documento secreto, dirigentes do fundo dizem ter subestimado impactos da austeridade na economia da Grécia
O GLOBO
BRUXELAS – O Fundo Monetário Internacional (FMI) se prepara para admitir graves erros na forma como lidou com a crise da dívida pública grega e com o plano de regaste ao país, cujas dificuldades desembocaram na crise de crédito da Europa. Num documento interno classificado como “estritamente confidencial”, o fundo afirma que subestimou o estrago que as prescrições de austeridade poderiam causar na economia grega. A expectativa é que o anúncio seja feito nesta quinta-feira, informou o “Wall Street Journal”.
Ao longo dos últimos três anos, vários figurões do FMI, incluindo a atual diretora-gerente, Christine Lagarde, repetiram que a dívida do país era “sustentável” e que poderia ser completamente quitada em dia.
Mas o relatório descreve as incertezas sobre o resgate como “tão significativas” que a equipe do fundo não podia avalizar a situação com muita certeza. O FMI foi excessivamente otimista com as perspectivas do governo grego de voltar ao mercado financeiro e com sua habilidade política para implementar as condições exigidas, diz o texto.
Bloco aprova entrada da Letônia
O documento é o mais relevante de uma série de análises do FMI, que, nos últimos meses, tenta aferir seu envolvimento na crise da zona do euro. Esta, sugere o texto, teria sido a maior beneficiária do resgate, e não a Grécia. Afinal, as respostas à crise deram tempo para limitar o contágio aos outros 17 países da zona do euro.
No começo deste ano, o ministro de Finanças da Grécia, Yannis Stournaras, pediu ao FMI que explicasse por que errou tanto nas previsões para o impacto das medidas de austeridade.
Nesta quarta-feira, a Comissão Europeia aprovou a entrada da Letônia na zona do euro a partir de 1º de janeiro do ano de 2014.
Ao longo dos últimos três anos, vários figurões do FMI, incluindo a atual diretora-gerente, Christine Lagarde, repetiram que a dívida do país era “sustentável” e que poderia ser completamente quitada em dia.
Mas o relatório descreve as incertezas sobre o resgate como “tão significativas” que a equipe do fundo não podia avalizar a situação com muita certeza. O FMI foi excessivamente otimista com as perspectivas do governo grego de voltar ao mercado financeiro e com sua habilidade política para implementar as condições exigidas, diz o texto.
Bloco aprova entrada da Letônia
O documento é o mais relevante de uma série de análises do FMI, que, nos últimos meses, tenta aferir seu envolvimento na crise da zona do euro. Esta, sugere o texto, teria sido a maior beneficiária do resgate, e não a Grécia. Afinal, as respostas à crise deram tempo para limitar o contágio aos outros 17 países da zona do euro.
No começo deste ano, o ministro de Finanças da Grécia, Yannis Stournaras, pediu ao FMI que explicasse por que errou tanto nas previsões para o impacto das medidas de austeridade.
Nesta quarta-feira, a Comissão Europeia aprovou a entrada da Letônia na zona do euro a partir de 1º de janeiro do ano de 2014.
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