sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Escócia rejeita independência e continua no Reino Unido
Com quase todas as urnas apuradas, "não" à separação aparece com 55,4%, contra 44,6% do "sim". Resultado evita o fim de uma união de três séculos
VEJA
Protestantes da Irlanda do Norte e Escócia marcharam pelo centro de Edimburgo em apoio à manutenção da Escócia ao Reino Unido - 13/09/2014
Passeata pede apoio ao 'não' no centro de Edimburgo (Dylan Martinez/Reuters)
Os escoceses decidiram continuar o casamento de 307 anos com o Reino Unido e rejeitaram a independência do país em um plebiscito histórico realizado na quinta-feira. Com quase todas as urnas apuradas nesta sexta, o “não” à separação aparece com uma vantagem um pouco mais folgada do que aquela prevista nas últimas pesquisas: 55,4% dos votos contra 44,6%. Segundo estimativas da imprensa britânica, não há mais possibilidade de uma virada. A rede BBC calcula que o placar final será de 55% para a união, contra 45% para a independência.
 Dos 29 distritos eleitorais que tiveram os votos computados até agora – são 32 no total –, apenas quatro deram a vitória ao "sim", entre eles Glasgow, a maior cidade do país. A capital Edimburgo votou em peso pelo "não": 61% a 39%. O primeiro-ministro britânico David Cameron, que se engajou de forma mais direta na campanha contra a independência nas últimas semanas, e o líder nacionalista escocês Alex Salmond, principal nome entre aqueles que sonhavam com a separação, devem discursar nas próximas horas.
Consequências – Com o resultado, o Reino Unido, que corria o risco de perder 32% do seu território, 8% da sua população e 9% do seu PIB, permanece em sua forma atual – o  que não quer dizer que as coisas serão iguais daqui em diante. Na tentativa de convencer os escoceses a não optarem pela secessão, o premiê David Cameron e o Parlamento britânico acenaram com uma série de benefícios para o país, como maior autonomia e mais recursos. Com a união alcançada, é natural que a Escócia cobre pelas promessas e, além disso, que os outros membros do Reino Unido – País de Gales e Irlanda do Norte – também pleiteiem os mesmos privilégios.

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