Polícia inglesa prende mais duas pessoas ligadas a extremistas
Os detidos são suspeitos
de apoiarem um grupo que defende a implantação de um califado global.
Parlamento deve aprovar hoje ataques aéreos no Iraque
VEJA
A polícia britânica prendeu nesta sexta-feira em Londres mais duas pessoas vinculadas a grupos islamitas, um dia depois da detenção de outras nove
na mesma operação. Os dois homens, de 42 e 33 anos, que não tiveram as
identidades reveladas, foram detidos durante a madrugada em um veículo
na autoestrada M6, que liga a região central ao norte da Inglaterra,
informou a Scotland Yard (a polícia federal inglesa).
De acordo com um comunicado, as detenções são parte de "uma
investigação sobre terrorismo islâmico e não são a resposta a nenhuma
ameaça imediata". Na mesma operação, a polícia prendeu na quinta-feira
um clérigo islâmico e outras oito pessoas por ligação com uma
organização extremista. Os detidos são suspeitos de pertencer ou apoiar
uma organização ilegal, Al Muhajirun, fundada pelo clérigo Anjem
Chudary, também preso, e de estimular atos terroristas.
O grupo Al Muhajirun tem como objetivo derrubar o governo britânico e
contribuir para a implantação de um califado mundial, segundo o Centro
para o Estudo da Radicalização e a Violência Política, que tem sede em
Londres. A operação coincide com a votação, nesta sexta-feira no
Parlamento, da proposta do governo britânico de participar na ofensiva
aérea americana contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque. A
proposta, que deve ser aprovada, permitirá a Força Aérea britânica a
participar dos bombardeios contra os jihadistas no Iraque. O projeto
também prevê o veto ao envio de tropas de infantaria e afirma que o
governo voltaria a solicitar a permissão do Parlamento se desejar
ampliar os bombardeios à Síria, o outro país em que o EI opera.
Luta de anos – O primeiro-ministro britânico, David
Cameron, afirmou nesta sexta que a campanha militar contra o Estado
Islâmico (EI) vai ser longa. "Esta será uma missão que vai durar não
apenas meses, mas anos, mas eu acredito que temos que estar preparados
para este compromisso", disse Cameron no Parlamento. "Se esta ameaça não
for enfrentada agora, acabaremos enfrentando um califado às margens do
Mediterrâneo, na fronteira com um membro da Otan, Turquia, e com uma
determinação declarada e provada de atacar nosso país e nossa
população".
Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional que tenta
enfraquecer a organização extremista com bombardeios aéreos. O Iraque
solicitou a vários governos estrangeiros a ajuda, ao contrário da Síria,
o que provoca as dúvidas britânicas a respeito de ampliar a campanha ao
país vizinho. "Se permitirmos ao Estado Islâmico crescer e propagar-se,
a ameaça será maior", finalizou Cameron.
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