domingo, 3 de junho de 2012

Política de quotas também para empregos — e o mérito, onde fica?
Ricardo Setti - VEJA
O governo rumina a ideia de colar um adesivo na testa de cada brasileiro conforme sua “raça” — algo que, cientificamente, não existe, excetuada a raça humana — para também reservar quotas em empregos para determinados grupos populacionais.
Quer dizer, numa fase da história do mundo em que a competitividade é, mais do que nunca, fator crucial para que países se desenvolvam e se destaquem, abre-se uma brecha no único critério que deve medir o acesso de uma pessoa a qualquer cargo, posto ou posição: o conjunto de suas qualificações profissionais, sua bagagem, sua base educacional, os esforços desenvolidos ao longo do tempo para adquirir conhecimento, seu talento, sua experiência (quando for o caso).
Em uma palavra, o MÉRITO.
Que, como no caso das quotas para universidades, vai uma vez mais para a cucuia.

Nenhum comentário: