Le Monde
AFP
O
ex-presidente francês Nicolas Sarkozy dá entrevista à emissora de TV na
França após anunciar que voltará à política, com foco nas eleições
presidenciais de 2017A investigação sobre o chamado "caso das escutas" contra Nicolas Sarkozy foi suspensa enquanto são examinados os recursos de anulação apresentados pelo ex-presidente e seu advogado, Thierry Herzog, informou na quarta-feira (24) uma fonte judicial. A presidência da câmara de instrução do Tribunal de Apelação de Paris pediu aos juízes que não levem adiante nenhuma investigação enquanto ela não tiver se pronunciado sobre os recursos de anulação.
As juízas Claire Thépaut e Patricia Simon estão procurando determinar se Nicolas Sarkozy tentou, juntamente com seu advogado, Thierry Herzog, obter junto a um alto magistrado do Tribunal de Apelação, Gilbert Azibert, informações sigilosas sobre um processo que os envolvia, a apreensão de suas agendas no caso Bettencourt. Em troca, Nicolas Sarkozy teria prometido intervir para que esse magistrado conseguisse um cargo de prestígio em Mônaco. Por fim, o ex-presidente não conseguiu o que queria nem Aziber obteve o cargo cobiçado.
Depois de o colocarem em custódia, Claire Thépaut e Patricia Simon, no início de julho, indiciaram Nicolas Sarkozy por corrupção ativa, tráfico de influência ativo e violação de sigilo profissional. Seu advogado, Thierry Herzog, foi indiciado por violação de sigilo profissional e acobertamento desse delito, corrupção ativa e tráfico de influência ativo. E o juiz Gilbert Azibert, por acobertamento de violação do sigilo profissional, tráfico de influência passivo e corrupção passiva.
Além desse caso que rendeu o indiciamento de Nicolas Sarkozy, diversos casos podem atrapalhar sua volta política. O caso Bygmalion, que partiu de suspeitas de superfaturamento de serviços prestados ao UMP, se tornou o caso das contas de sua campanha presidencial de 2012: de 10 milhões a 11 milhões de euros teriam sido atribuídos ao partido para dissimular gastos de campanha que teriam ultrapassado o limite autorizado, segundo executivos da empresa Bygmalion. Os investigadores deverão, em breve, realizar audiências, segundo uma fonte próxima ao caso. Além do caso envolvendo a Líbia, os juízes estão investigando a validade dos contratos fechados, sem licitação, entre o Palácio do Eliseu e nove institutos de pesquisa durante o mandato de Nicolas Sarkozy, sobretudo com a empresa de seu assessor Patrick Buisson.
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