quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

APÓS A SAÍDA DOS EUA, OS ANIMAIS DO IRAQUE CONTINUAM A MATAR COVARDEMENTE O SEU PRÓPRIO POVO

Série de explosões em Bagdá deixa pelo menos 57 mortos
São os primeiros ataques desde a retirada do Exército americano, no domingo
VEJA
Pelo menos 57 pessoas morreram e 176 ficaram feridas em 14 explosões registradas em diferentes bairros de Bagdá nesta quinta-feira. Uma fonte do Ministério do Interior, que a princípio tinha anunciado 27 mortos e 154 feridos, precisou que a maioria dos atentados foi perpetrada com carros-bomba e artefatos explosivos. São os primeiros ataques desde a retirada total do Exército americano, no último domingo, em cumprimento ao pacto de segurança assinado entre Washington e Bagdá em dezembro de 2008.
O atentado mais mortífero ocorreu no bairro de Al Karrada, no centro da capital, onde pelo menos 13 pessoas morreram e 36 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba perto do organismo governamental que se encarrega da luta anticorrupção, segundo a fonte do Ministério do Interior. Nesse mesmo bairro, houve outro ataque similar junto a uma ponte no qual uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas. Além disso, quatro pessoas perderam a vida e 18 sofreram ferimentos no distrito de Al Dura, no sul de Bagdá, pela explosão de uma bomba; enquanto houve outras três mortes pela detonação de um carro-bomba em um bairro do nordeste.
Dois artefatos explodiram consecutivamente em uma praça onde estavam concentradas pessoas que fazem trabalhos por um dia no distrito de Al Allawi, no centro. Este ataque matou três pessoas e deixou outras 25 feridas. Atentados similares, cometidos com artefatos explosivos e veículos carregados com bombas, aconteceram em outros distritos do centro, sul e oeste da capital, também deixando mortos e feridos. A fonte acrescentou que um civil morreu e outro ficou ferido pelo impacto de um projétil Katyusha na região de Al Gazaliya, no oeste.
Política - Os ataques coincidem com um momento de crise política no Iraque desencadeada pela emissão de uma ordem de prisão contra o vice-presidente iraquiano, Tareq al Hashemi, suspeito de envolvimento com terrorismo. Após a emissão do mandado, no último dia 19, o bloco político do sunita Hashemi, o Al Iraquiya, decidiu boicotar as reuniões do governo de união nacional, onde tem oito ministros. No último sábado, o Al Iraquiya também suspendeu sua participação nas sessões do Parlamento, onde é a segunda maior coalizão política, com 91 das 325 cadeiras da Assembleia.
(Com agência EFE)

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