sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

OLHA SÓ ONDE A PRIMAVERA ÁRABE FOI PARAR! NO COLO DO ISLÃO.

Irmandade Muçulmana rompe com junta egípcia
Grupo islâmico, vitorioso em eleição semana passada, boicota órgão
Conselho criado por militares tem como objetivo 'fiscalizar' a nova Constituição, o que é rejeitado pelo grupo
FSP
O anunciado embate entre a junta militar que governa o Egito e a Irmandade Muçulmana, cujo partido foi o mais votado na primeira fase das eleições parlamentares, teve ontem o primeiro round.
Banido no país até a deposição do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro, o grupo islâmico decidiu boicotar um conselho nomeado pelos generais para fiscalizar a redação da nova Constituição.
Em tese, a Carta deveria ser elaborada por uma comissão de 100 deputados. Mas a junta militar decidiu criar o conselho sob a alegação de que o novo Parlamento não será representativo.
Desconfiado de que o conselho usurpará os poderes do Parlamento, a Irmandade retirou seus representantes do novo órgão -que inclui políticos, candidatos à Presidência e lideranças jovens.
"O conselho militar está determinado a se virar contra a vontade do povo", acusou um porta-voz da Irmandade Muçulmana.
A divulgação de um projeto que daria poderes supraconstitucionais à junta militar, no mês passado, deflagrou uma onda de protestos que terminou com 42 mortos em confrontos com a polícia.
Diante da insatisfação, a proposta foi engavetada. Com o novo conselho, os generais ressuscitam a ideia.
Em entrevista a jornalistas estrangeiros na terça, um dos generais já havia deixado claro que a junta pretende manter o controle da Constituinte para frear o poder dos islamitas.
Na primeira das três fases da eleição parlamentar, o partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, chegou em primeiro, obtendo 36,6% da votação para legendas.
Em segundo lugar ficou o partido islâmico ultraconservador Al Nour, com 24,4%.
MARCELO NINIO





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