quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PALERMA PERCEBE QUE NA VENEZUELA EXISTE UMA DITADURA BOLIVARIANA

Chomsky pede que Chávez libere juíza venezuelana
Intelectual diz, em carta aberta, que não há justiça em caso de Maria de Lourdes AfiuniO Globo
CARACAS - O conhecido intelectual de esquerda americano Noam Chomsky questionou a Justiça venezuelana nesta quarta-feira sobre o caso de uma juíza que recentemente teve a pena prolongada por mais dois anos e se encontra em prisão domiciliar. Tradicional defensor do chavismo, Chomsky pediu que Hugo Chávez liberte Maria Lourdes Afiuni.
Em carta aberta, o intelectual pediu que o mandatário "atue de maneira consistente com os valores humanitários promovidos pela revolução bolivariana". Maria Lourdes está presa desde dezembro de 2009, acusada de corrupção, mas nunca chegou a ser julgada. Para Chomsky, "não há garantias de um julgamento justo e imparcial" no caso da juíza. Segundo o documento, Maria Lourdes vive cercada por uma dezena de guardas, é proibida de falar com a imprensa e de sequer ter contato com o sol.
Maria Lourdes virou alvo de perseguição do Palácio de Miraflores depois de autorizar a libertação do banqueiro Eligio Cedeño, que aguardava julgamento por ter supostamente infringido leis de comércio com países estrangeiros. Logo após ser solto, Cedeño fugiu da Venezuela e pediu asilo nos EUA, alegando ser um "perseguido político". Um dia após ser presa, Chávez discursou em cadeia nacional sobre as atitudes da juíza Maria Lourdes e chegou a dizer que ela deveria ficar detida por 30 anos.
Diversos grupos internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internaciona e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, já se pronunciaram a favor de Afiuni e exigem que a juíza recebe tratamento correto e um processo issento. Apesar das evidências, Chávez já negou diversas vezes ter influência sobre o Judiciário venezuelano.

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