Bem a calhar
Renata Lo Prete - FSP
A decisão liminar de Marco Aurélio Mello esvaziando o poder da Corregedoria Nacional de Justiça veio no exato momento em que o órgão identificava uma série de casos de remuneração de magistrados acima do teto constitucional não apenas no TJ de São Paulo, conforme noticiado, mas também nos do Rio e de Brasília.
Como o ministro do Supremo se pronunciou na véspera de um recesso que irá até fevereiro, encarregados das investigações ponderam que não faltará tempo para apagar rastros. Findo o recesso, a corregedoria seguirá amputada pelo menos até o julgamento em plenário -no qual ninguém deposita grandes esperanças.
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Calendário: Ninguém tinha dúvidas quanto à posição de Marco Aurélio sobre as atribuições da corregedoria, mas o "timing" de sua decisão causou perplexidade. "Todo mundo sabe que a liminar é o voto dele. Como o STF não colocava o tema em pauta, ele resolveu forçar a barra", critica um ministro.
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