sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

RÚSSIA

Adesão da Rússia é aprovada pela OMC
Vladimir Putin assinou nesta sexta o protocolo que valida a adesão do país. Em seguida, em reunião em Genebra, a organização aprovou o novo membro
A Organização Mundial do Comércio (OMC) deu sua segunda e final aprovação para a adesão da Rússia à instituição após o pedido do país para se tornar membro aguardar 18 anos por uma resposta. "A conferência ministerial também concorda", afirmou o ministro do Comércio da Nigéria, Olusegun Aganga, que presidiu a oitava conferência ministerial da OMC. O Parlamento da Rússia terá até 15 de junho de 2012 para ratificar o acordo e implementá-lo.
Processo longo - O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, assinou nesta sexta-feira o protocolo comercial necessário para pôr fim ao processo de integração da Rússia na OMC.
No mês passado, Moscou firmou com a Geórgia um acordo para que o país levante seu bloqueio à entrada russa devido às diferenças sobre o controle das trocas comerciais com as regiões separatistas da Abkházia e Ossétia do Sul.
O Kremlin declarou em várias ocasiões que a Rússia estava 'cansada' de esperar na antessala da OMC e criticou o fato de que o país esteja negociando seu ingresso há mais anos do que a China, membro desde 2001, 'apesar de a economia russa ser muito menor do que a chinesa'.
Segundo Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Rússia não obterá benefícios significativos com sua entrada na OMC. 'Não acho que os benefícios sejam significativos para a Rússia, já que o país exporta muitas matérias-primas e importa artigos processados', disse durante uma recente conferência em Moscou.
Segundo os especialistas, os setores agrícola e automotivo, por conta do atraso tecnológico e da falta de competitividade, além do aeronáutico serão os que mais sofrerão com o ingresso da Rússia na OMC. O país já antecipou que se dará o direito de subsidiar seus produtores agrícolas, um auxílio que reduzirá gradualmente ao longo do tempo.
Quanto aos hidrocarbonetos, a Rússia não notará nenhum impacto, já que as exportações de gás e petróleo, que representam mais da metade de sua renda, não estão submetidas a tarifas.
(Com agência EFE e Agência Estado)

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