sexta-feira, 30 de março de 2012

Eu sou um saudosista da ditadura
Klauber Cristofen Pires - MSM
Se protestar é pagar baderneiros de aluguel para intimidar velhos indefesos, então se faz necessário um novo verbete.
Leio hoje na capa do jornal “O Liberal”, de Belém, uma matéria cujo título é este: “Manifestantes protestam contra saudosistas da ditadura”. Como os leitores podem constatar, o autor já manifesta sua adesão a um dos lados pela forma com que redige sua manchete.
Eu protesto praticamente todos os dias, mas nunca joguei um ovo ou cuspi ou dei um pontapé em ninguém, como também jamais sequestrei direitos alheios, como o de ir e vir. Meu protesto é tão civilizado que nem sequer levanto a voz com um “berro de ferro” para não incomodar a quem não quem me ouvir. Eu protesto escrevendo no meu blog, para quem quiser parar por lá e ler.
Se protestar é pagar baderneiros de aluguel para intimidar velhos indefesos, então se faz necessário um novo verbete.
Mas, querem saber? Eu sou um saudosista da ditadura! Pronto, que venham dizer “- Olhem lá o Klauber, o saudosista da ditadura”, e eu acenarei simpaticamente aos que assim me elogiam e aos que contemplarem a cena.
Digo mais: Vou fazer isto com um sorriso de canto a canto e abraçadinho com o Sr Luíz Inácio Lula da Silva!
Ora, se há algo que Lula e o PT não perdoam em relação aos militares é o de estes terem feito tantas coisas que bem seriam a própria bandeira do PT: a criação da SUDAM e da SUDENE, que Lula fez questão de ressuscitar; dos bancos, centrais telefônicas e elétricas estaduais, do PIS/PASEP, e de uma infinidade de outros órgãos públicos.
Nunca fui um fã dos militares no campo econômico e sempre fui um crítico severo deles quanto à guerra cultural, que eles abandonaram e privilegiaram o acesso às esquerdas. Todavia, não posso deixar de reconhecer um mínimo, que foi a competência deles em planejar seus empreendimentos estatais e os executarem com uma irritante competência, aos olhos invejosos dos petistas e as siglas moscas que voam ao seu redor.
No mínimo, os militares construíram hidrelétricas que funcionam até hoje! Construíram as maiores do mundo! Por outro lado, hoje mesmo o Pará foi notícia no programa Bom Dia Brasil por causa do péssimo fornecimento de energia elétrica, com constantes interrupções e uma conta pra lá de cara! A Celpa, empresa privada monopolística de transmissão de energia neste estado, conseguiu ser ultrapassada por sua própria incompetência e atualmente está em processo de recuperação judicial (antigamente chamado de “concordata”).
No mínimo, os militares multiplicaram várias vezes a malha viária, criando boas rodovias. Enquanto isto, os cidadãos dos municípios cortados pela rodovia Transamazônica amargam intenso sofrimento e prejuízos nos invencíveis atoleiros que os governos que sucederam os militares jamais tiveram o ânimo de asfaltar.
No mínimo, o Brasil chegou a ser o 2º maior fabricante de navios do mundo! Enquanto isto, o governo petista criou uma cruza de empreiteiras com sem-terras para construir um gigantesco emaranhado de ferro que simplesmente não tem condições de flutuar. Parece que o nome com que foi batizado, o líder da revolta da chibata “João Cândido”, veio bem a calhar, digo, a encalhar.
No mínimo, um pai ou uma mãe de família podia ir para o trabalho e voltar para casa com alguma expectativa de segurança! Hoje, 50 mil brasileiros morrem nas mãos de meliantes cantados em prosa e verso e estrelados nos filmes que a Ancine patrocina. 50 mil pessoas que embora torturadas e/ou assassinadas sob a cumplicidade dos que hoje desfrutam o poder, jamais receberão indenização alguma.
No mínimo, as crianças e os jovens iam pra escola para aprender – e aprendiam mesmo(!) – coisas como Matemática, Português, Ciências e Línguas, mas muito mais do que isto, aprendiam a respeitar os mestres, a cuidar do patrimônio público e a serem patriotas. Toda sexta-feira era dia de cantar o hino nacional. Hoje as escolas não passam de bocas de fumo onde os jovens sofrem o assédio sexual da ideologia gayzista e sexualista e onde a única disciplina é a luta de classes marxista.
Eu vivi um pequeno trecho da ditadura, e mesmo assim como criança. Porém, recordo-me muito bem como era o espírito de confiança no país e no trabalho dos adultos. Era algo que não precisava ser anunciado pela propaganda mentirosa do governo, pois estava nos olhos de cada um.
Sim, meus amigos, se tudo devesse acontecer de novo, eu aconselharia aos militares que evitassem a criação de tantos elefantes brancos estatais e que não esmagassem a direita como fizeram, deixando o campo intelectual livre à mão dos comunistas. Fora isto, digo sim: eu sou um saudosista da ditadura!

Nenhum comentário: