Empresas compram influência política com doações nos EUA, dizem documentos
Jonathan Weisman - NYTNa política, às vezes é melhor ser sortudo do que bom. Republicanos e democratas, e grupos que simpatizam com ambos, gastam milhões em tecnologia sofisticada para obter uma vantagem.
Eles fazem
isso para explorar vulnerabilidades e tornar seguras suas próprias
informações. Mas às vezes um simples erro de código pode expor
documentos e dados que supostamente deveriam ficar escondidos dos olhos
do público.
Um erro desses pela Associação dos Governadores Republicanos resultou recentemente na revelação do tipo de informação que os comitês políticos com status de isentos de pagamento de impostos normalmente mantêm em segredo: quais são as empresas que doam para eles e qual o tamanho de seus cheques. Isso provocou uma espécie de guerra de busca online entre a associação e um grupo de vigilância de Washington que vazou outros documentos, democratas e republicanos.
Os documentos, muitos deles já removidos de seu site pelas autoridades republicanas, mostravam que algumas das empresas mais proeminentes dos Estados Unidos, da Aetna ao Wal-Mart, despejaram milhões de dólares nas campanhas de governadores republicanos desde 2008. Um documento listou 17 empresas "membros" de uma sigilosa organização isenta de impostos da associação dos governadores, o Comitê de Políticas Públicas dos Governadores Republicanos, que é autorizada a esconder seus apoiadores do público.
"Este é um exemplo clássico de como as empresas estão tentando usar dinheiro secreto, escondido do público americano, para comprar influência, e como a associação dos governadores a vende", disse Fred Wertheimer, presidente do Democracy 21, um grupo não partidário que defende uma maior transparência e controle sobre o dinheiro político.
Os documentos, acessados por monitores da Cidadãos pela Responsabilidade e Ética em Washington (Crew, na sigla em inglês), alinhada aos democratas, expõem o mundo secreto dos grupos políticos isentos de pagamento de imposto, à medida que a batalha pelo futuro deles se intensifica. Diferente da Associação dos Governadores Republicanos, o Comitê de Políticas Públicas dos Governadores Republicanos isento de impostos não é obrigado de revelar nada, mesmo enquanto os doadores discutem e negociam com os governadores e seus altos funcionários.
Em um simpósio de comitê de políticas no ano passado no La Costa Resort and Spa em Carlsbad, Califórnia, os membros do comitê incluíam seguradoras como Aetna e WellPoint, o lobby de seguros America's Health Insurance Plans, a gigante de energia Southern Co. e as firmas de lobby Dutko Grayling (agora conhecida como Grayling), BGR Group e Leavitt Partners.
Com o Congresso produzindo tão pouca legislação, os gabinetes dos governadores se tornaram alvos atraentes, disse Wertheimer.
Entre os documentos da Associação dos Governadores Republicanos está a programação de 21 páginas do encontro do comitê de políticas em Carlsbad no ano passado, que lista quais empresas participaram, quem as representou e quanto contribuíram. O grupo mais de elite, conhecido como Os Estadistas, cujos membros doaram US$ 250 mil, incluía a Aetna, Coca-Cola, Exxon Mobil; Koch Companies Public Sector, a divisão de lobby da altamente política Koch Industries, Microsoft, Pfizer, UnitedHealth Group e Wal-Mart. O nível de Gabinete de US$100 mil incluía a Aflac, BlueCross BlueShield, Comcast, Hewlett-Packard, Novartis, Shell, Verizon Communications e Walgreen.
Outros documentos detalham, em parte, o que obtiveram em troca.
Um documento de 2009 declara os benefícios de ser membro do Conselho dos Governadores, por uma contribuição anual de US$ 50 mil ou uma doação única de US$ 100 mil, dizendo que isso "oferece a capacidade de trazer sua perícia particular para o processo político, ao mesmo tempo ajudando a apoiar a agenda republicana"
Os membros do Conselho receberam dois ingressos para "um café da manhã exclusivo com os governadores republicanos e membros de suas equipes"; três ingressos para a Série Fóruns dos Governadores, onde "um grupo de 5 a 8 governadores discute as melhores políticas de todo o país para um assunto em particular"; e uma Série de Discussão no Café da Manhã no Distrito de Colúmbia, entre outros eventos.
Se passarem a membro do Gabinete –US$ 100 mil por ano ou um pagamento único de US$ 200 mil– os contribuintes também recebem dois convites para um "um jantar exclusivo dos governadores", um "encontro íntimo com os governadores republicanos e convidados especiais VIPs republicanos".
Especialistas em finanças políticas dizem que a prática apresentada nos documentos não é ilegal e provavelmente não é incomum. Em centenas de páginas postadas na Internet, o grupo dos governadores republicanos expõe tudo claramente.
"Não é que ninguém suspeite disso, mas aqui é possível ver as empresas pagando por acesso aos governadores", disse Melanie Sloan, diretora executiva da Crew. "Todos os americanos acham que se paga para participar da política. Isso apenas confirma."
Os doadores se recusaram a comentar sobre sua afiliação aos grupo isento de impostos. Mas aqueles que falaram apenas por cima, disseram que também doaram aos democratas. Cynthia Michener, uma porta-voz do Aetna, apontou para a evidenciação de contribuições políticas públicas, que mostra US$ 300 mil em doações tanto para a associação dos governadores republicanos quanto para a dos democratas no ano passado. Ela não lista nada para os grupos isentos de impostos dos dois partidos.
Os documentos da Associação dos Governadores Republicanos, que datam desde 2008, mostram quão bem as empresas doadoras para os governadores foram tratadas. O governador de Utah, Gary R. Herbert, e o governador do Mississippi na época, Haley Barbour, receberam os doadores em 2010 no St. Regis Deer Valley Resort, em Park City, Utah, para um evento contendo esqui e motos de neve. Na conferência anual da associação em 2012, em Las Vegas, os doadores não tiveram apenas acesso aos governadores, altos funcionários e "convidados VIPs", como também participaram de um evento "sob a Torre Eiffel" no Chateau Nightclub do hotel Paris Las Vegas, praticaram tiro ao alvo e fizeram uma visita aos "bastidores" no Wynn Las Vegas.
É claro, os agrados têm um preço. Os presentes que os participantes encontravam em seus quartos em Las Vegas custaram US$ 7.500 por patrocinador. Um doador foi procurado para patrocinar a Internet sem fio nos espaços de reunião, por US$ 25 mil.
Um erro desses pela Associação dos Governadores Republicanos resultou recentemente na revelação do tipo de informação que os comitês políticos com status de isentos de pagamento de impostos normalmente mantêm em segredo: quais são as empresas que doam para eles e qual o tamanho de seus cheques. Isso provocou uma espécie de guerra de busca online entre a associação e um grupo de vigilância de Washington que vazou outros documentos, democratas e republicanos.
Os documentos, muitos deles já removidos de seu site pelas autoridades republicanas, mostravam que algumas das empresas mais proeminentes dos Estados Unidos, da Aetna ao Wal-Mart, despejaram milhões de dólares nas campanhas de governadores republicanos desde 2008. Um documento listou 17 empresas "membros" de uma sigilosa organização isenta de impostos da associação dos governadores, o Comitê de Políticas Públicas dos Governadores Republicanos, que é autorizada a esconder seus apoiadores do público.
"Este é um exemplo clássico de como as empresas estão tentando usar dinheiro secreto, escondido do público americano, para comprar influência, e como a associação dos governadores a vende", disse Fred Wertheimer, presidente do Democracy 21, um grupo não partidário que defende uma maior transparência e controle sobre o dinheiro político.
Os documentos, acessados por monitores da Cidadãos pela Responsabilidade e Ética em Washington (Crew, na sigla em inglês), alinhada aos democratas, expõem o mundo secreto dos grupos políticos isentos de pagamento de imposto, à medida que a batalha pelo futuro deles se intensifica. Diferente da Associação dos Governadores Republicanos, o Comitê de Políticas Públicas dos Governadores Republicanos isento de impostos não é obrigado de revelar nada, mesmo enquanto os doadores discutem e negociam com os governadores e seus altos funcionários.
Em um simpósio de comitê de políticas no ano passado no La Costa Resort and Spa em Carlsbad, Califórnia, os membros do comitê incluíam seguradoras como Aetna e WellPoint, o lobby de seguros America's Health Insurance Plans, a gigante de energia Southern Co. e as firmas de lobby Dutko Grayling (agora conhecida como Grayling), BGR Group e Leavitt Partners.
Com o Congresso produzindo tão pouca legislação, os gabinetes dos governadores se tornaram alvos atraentes, disse Wertheimer.
Republicanos também expõem democratas
No olho por olho, a associação republicana expôs documentos da Associação dos Governadores Democratas que também mencionam empresas doadores e os benefícios: reuniões com governadores democratas, "assentos preferenciais" nas discussões de políticas e recepções opulentas. Mas esses documentos não detalham os níveis de contribuições, nem revelam as empresas que integram o sigiloso Centro para Políticas Inovadoras, também isento de impostos, da associação democrata.Entre os documentos da Associação dos Governadores Republicanos está a programação de 21 páginas do encontro do comitê de políticas em Carlsbad no ano passado, que lista quais empresas participaram, quem as representou e quanto contribuíram. O grupo mais de elite, conhecido como Os Estadistas, cujos membros doaram US$ 250 mil, incluía a Aetna, Coca-Cola, Exxon Mobil; Koch Companies Public Sector, a divisão de lobby da altamente política Koch Industries, Microsoft, Pfizer, UnitedHealth Group e Wal-Mart. O nível de Gabinete de US$100 mil incluía a Aflac, BlueCross BlueShield, Comcast, Hewlett-Packard, Novartis, Shell, Verizon Communications e Walgreen.
Outros documentos detalham, em parte, o que obtiveram em troca.
Um documento de 2009 declara os benefícios de ser membro do Conselho dos Governadores, por uma contribuição anual de US$ 50 mil ou uma doação única de US$ 100 mil, dizendo que isso "oferece a capacidade de trazer sua perícia particular para o processo político, ao mesmo tempo ajudando a apoiar a agenda republicana"
Os membros do Conselho receberam dois ingressos para "um café da manhã exclusivo com os governadores republicanos e membros de suas equipes"; três ingressos para a Série Fóruns dos Governadores, onde "um grupo de 5 a 8 governadores discute as melhores políticas de todo o país para um assunto em particular"; e uma Série de Discussão no Café da Manhã no Distrito de Colúmbia, entre outros eventos.
Se passarem a membro do Gabinete –US$ 100 mil por ano ou um pagamento único de US$ 200 mil– os contribuintes também recebem dois convites para um "um jantar exclusivo dos governadores", um "encontro íntimo com os governadores republicanos e convidados especiais VIPs republicanos".
Especialistas em finanças políticas dizem que a prática apresentada nos documentos não é ilegal e provavelmente não é incomum. Em centenas de páginas postadas na Internet, o grupo dos governadores republicanos expõe tudo claramente.
"Não é que ninguém suspeite disso, mas aqui é possível ver as empresas pagando por acesso aos governadores", disse Melanie Sloan, diretora executiva da Crew. "Todos os americanos acham que se paga para participar da política. Isso apenas confirma."
Os doadores se recusaram a comentar sobre sua afiliação aos grupo isento de impostos. Mas aqueles que falaram apenas por cima, disseram que também doaram aos democratas. Cynthia Michener, uma porta-voz do Aetna, apontou para a evidenciação de contribuições políticas públicas, que mostra US$ 300 mil em doações tanto para a associação dos governadores republicanos quanto para a dos democratas no ano passado. Ela não lista nada para os grupos isentos de impostos dos dois partidos.
Os documentos da Associação dos Governadores Republicanos, que datam desde 2008, mostram quão bem as empresas doadoras para os governadores foram tratadas. O governador de Utah, Gary R. Herbert, e o governador do Mississippi na época, Haley Barbour, receberam os doadores em 2010 no St. Regis Deer Valley Resort, em Park City, Utah, para um evento contendo esqui e motos de neve. Na conferência anual da associação em 2012, em Las Vegas, os doadores não tiveram apenas acesso aos governadores, altos funcionários e "convidados VIPs", como também participaram de um evento "sob a Torre Eiffel" no Chateau Nightclub do hotel Paris Las Vegas, praticaram tiro ao alvo e fizeram uma visita aos "bastidores" no Wynn Las Vegas.
É claro, os agrados têm um preço. Os presentes que os participantes encontravam em seus quartos em Las Vegas custaram US$ 7.500 por patrocinador. Um doador foi procurado para patrocinar a Internet sem fio nos espaços de reunião, por US$ 25 mil.
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