Apenas cinco clientes vão à polícia após assalto a Itaú
Ladrões violaram 170 cofres particulares
ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO
JOSMAR JOZINO DO "AGORA"
Apenas cinco pessoas procuraram a polícia até agora declarando-se vítimas do assalto aos cofres particulares do Itaú ocorrido há duas semanas na avenida Paulista.
O banco disse à polícia de São Paulo que foram violados 170 cofres, dos quais 142 estavam alugados a clientes.
A polícia diz acreditar que parte dos clientes pode estar com medo de ser vítima novamente -como o acesso a boletins de ocorrência é público, os ladrões podem descobrir quem são os donos das joias, por exemplo, e pedir dinheiro para devolvê-las.
Uma outra possibilidade, de acordo com a polícia, é que nem todos os clientes conseguem (ou podem) comprovar a relação de bens levados.
Apenas ontem o Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) recebeu os vídeos, enviados pelo banco, com imagens dos suspeitos. Até então, a polícia tinha reprodução em papel de algumas imagens.
A explicação da Polícia Civil para essa demora nas investigações é ter havido um erro de comunicação (e avaliação) entre a delegacia de bairro e a especializada.
O crime ocorreu entre os dias 27 e 28 do mês passado. Cerca de 12 homens invadiram o banco, por volta das 23h50. Eles ficaram na agência por quase dez horas.
Procurado na noite de ontem, o Itaú não comentou o caso. Em nota na semana passada, afirmou estar colaborando com as investigações.
Do Blog:
Ou esse povo que foi vítima do roubo é muuuuito rico, ou não consegue explicar a origem do conteúdo desses cofres.
Será que é por isso que a investigação está tão esquisita? Por falar nisso, o que foi roubado? Qual o montante?
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