Prefeitura de SP: a ideia fixa de Marta Suplicy
Thaís Arbex - OESP
Apesar do veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Marta Suplicy continua trabalhando com a possibilidade de ser escalada pelo PT para ser candidata à Prefeitura de São Paulo. A entrada do ex-governador José Serra na disputa e a ausência de Lula do cenário, por motivos de saúde, fizeram crescer a esperança da senadora, que se mantém afastada da campanha de Fernando Haddad, mesmo após apelo do partido para que ela participe dos trabalhos da pré-candidatura.
Mas Marta sonha sozinha por enquanto. Na avaliação de Lula – que, aliás, já está voltando à ativa depois de um período de internação no Hospital Sírio-Libanês -, não há nenhum motivo para convocar a senadora. Pelo contrário. O ex-presidente tem gostado do desempenho de seu afilhado. Tem dito que, a cada conversa com a imprensa, Haddad se posiciona de forma cada vez mais firme e, surpreendentemente, que até agora não cometeu nenhuma gafe – o que, na avaliação de Lula, seria natural para alguém que nunca disputou um cargo majoritário.
Comando – Embora a conjuntura não esteja a favor de Haddad, o comando da campanha petista diz que tudo caminha conforme o previsto. “O presidente Lula não esperava nada diferente. Ele sabia que o começo ia ser difícil mesmo, afinal Haddad é desconhecido. Mas os motivos que o fizeram lançar a candidatura dele continuam os mesmos. Não foram alterados”, diz um petista próximo ao ex-presidente.
O comando petista em São Paulo continua apostando que a cobertura de televisão da campanha alavancará a candidatura de Haddad. “A campanha do PT é midiática”, diz o interlocutor de Lula. A TV, dizem os petistas, dará visibilidade ao ex-ministro e fará com que os eleitores passem a identificá-lo com o PT e com Lula.
Afago – No início de abril, Marta acompanhará a presidente Dilma Rousseff na visita aos Estados Unidos, onde Dilma será recebida pelo presidente Barack Obama. A viagem poderia ser um sinal da disposição de Dilma em ouvir o apelo de Marta. Para os petistas, porém, o convite é apenas um afago à senadora, que não engoliu o fato de ter sido obrigada pelo ex-presidente Lula a retirar sua pré-candidatura em prol de Haddad. E não se contenta em permanecer na vice-presidência do Senado.
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