quarta-feira, 7 de setembro de 2011

OLHA NO QUE DÁ O "MARCO REGULATÓRIO DA MÍDIA" DESEJADO PELOS FASCISTAS DO PT

CUBA ATROPELA A LIBERDADE DE NOVO E CASSA CREDENCIAL DE CORRESPONDENTE DO JORNAL "EL PAÍS"
Ricardo Setti - Veja

Enquanto no Brasil a inadmissível retórica em favor do tal “marco regulatório das comunicações” volta a ser pauta no Congresso do PT – leia esta notícia do Estadão –, Cuba continua dando exemplos de como um governo com tais inclinações pode vir a atuar.
O regime ditador dos irmãos Castro acaba de cassar em caráter definitivo a credencial do jornalista espanhol Mauricio Vicent, 47, que ao longo dos últimos 20 anos vinha trabalhando como correspondente em Havana do jornal El País, o principal da Espanha, e também da cadeia de rádios SER (Sociedade Espanhola de Redifusão).

Convocado recentemente pelo Centro Internacional de Imprensa (que em espanhol, vejam só, resulta na sigla “CPI”), Vicent foi enquadrado em um certo artigo 46 da resolução regulatória de imprensa estrangeira 182, do ano de 2006. O artigo pune com a retirada temporal ou permanente do direito a exercer a profissão no país a quem “falte à ética jornalística e/ou não se ajuste à objetividade em seu trabalho” (veja todas as regras impostas pelo órgão em seu site oficial). Segundo o CPI, há tempos Vicent passava “uma imagem parcial e negativa” da realidade cubana, algo que se teria se tornado “mais agudo” recentemente.

Resposta enérgica

A direção do El País respondeu à cassação com veemência, classificando como exemplar a atuação de seu repórter e afirmando que “rechaça energicamente as acusações do regime cubano e considera que a decisão de retirar a credencial de Mauricio Vicent é um atentado contra a liberdade de expressão e informação, além de evidenciar a incapacidade do regime cubano para compreender o papel dos meios de comunicação, em particular de um meio estrangeiro”.

O jornal, que relembrou do banimento a jornalistas da BBC, do Chicago Tribune e do El Universal, do México, em 2007, relata também as sucessivas tentativas do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha e da embaixada do país em Cuba de resolverem, sem sucesso, a situação.


Entre seus argumentos, o CPI clama que seu problema era com a pessoa de Vicent, e não com o jornal ou com as rádios. O El País rebate, considerando tal ponto “inaceitável”. “É o El País que, desde o profissionalismo e o rigor, decide quem são os seus correspondentes


Site oficial:
www.cubaminrex.cu/

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