FSP
A presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande
São Paulo, Eliana Gomes de Menezes, entrou com um
processo na Justiça paulista contra a jornalista Michelline Borges, que
afirmou em sua conta no Twitter que "médicas cubanas têm cara de empregada
doméstica".
Segundo o sindicato, a jornalista "menospreza a potencialidade das médicas cubanas e trata com desprezo e discriminação as nossas empregadas domésticas". Com isso, a presidente da instituição entrou com um processo na Justiça pedindo indenização de R$ 27.120, por danos morais.
"A questão não é a indenização. Nós queremos mostrar para essa jornalista que empregada tem orgulho da profissão, não há nenhum demérito nisso. As declarações dela foram extremamente preconceituosas. Por isso, achamos que isso não poderia passar impune", disse a advogada Fabíola Ferrari, que representa Menezes na ação.
A reportagem tentou contato com a jornalista, por telefone, na noite desta terça-feira, mas ninguém atendeu as ligações. Após a polêmica causada pelos comentários, ela disse na semana retrasada que falou "em um momento infeliz."
"Não tenho preconceito com ninguém, trato bem as pessoas, sei o valor de cada profissão e realmente peço desculpas aos empregados domésticos, aos jornalistas, aos médicos. As pessoas cometem erros e tenho humildade para reconhecer quando acontece comigo", afirmou a jornalista.
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