Putin afirma que plano de colocar armas químicas sob controle internacional só funcionará se Estados Unidos e aliados "renunciarem ao uso da força"
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O chanceler russo Sergei Lavrov durante uma reunião em Moscou (Maxim Shemetov/Reuters)
O governo russo rejeitou a resolução sugerida pela França para a crise na Síria a ser discutida pelo Conselho de Segurança da ONU. O governo francês propôs um texto a ser construído sob o capítulo 7 da Carta da ONU, que permite o uso de todos os meios, inclusive uma ação militar, para assegurar a aplicação do que for decidido pelo conselho. A proposta francesa também incluiria a “condenação do massacre do dia 21 de agosto cometido pelo regime”. O chanceler russo, Sergei Lavrov, considerou “inaceitável” o texto aventado pelos franceses. “A proposição da França de aprovar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU atribuindo às autoridades sírias a responsabilidade por uma possível utilização de armas químicas é inaceitável”, declarou a chancelaria, em comunicado.

Refugiados sírios caminham perto da fronteira com a Turquia para tentar deixar o país. A ONU divulgou na terça-feira (3) que o número de refugiados sírios chegou a 2 milhões - Gregorio Borgia/AP
Mais cedo, o primeiro-ministro britânico disse que uma resolução sobre o tema deveria garantir que a oferta russa não é “uma artimanha”. “Precisamos de um cronograma, um processo e consequências para o caso de não ser feito”, disse David Cameron.
A Rússia havia solicitado uma reunião de emergência do Conselho de Segurança nesta terça, mas retirou o pedido.
Síria – O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, afirmou que o regime está disposto a passar a fazer parte da Convenção de Armas Químicas, segundo informação da agência de notícias russa Interfax. “Estamos prontos para honrar nossos compromissos com base nesta convenção, incluindo fornecer informações sobre essas armas”, disse o chanceler.
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