terça-feira, 10 de setembro de 2013

Se Síria ficar sem resposta, vai encorajar outros inimigos dos EUA, diz Obama                                                      
UOL
Evan Vucci/Pool/AFP
Obama faz discurso para a nação do Salão Leste da Casa Branca para falar sobre a Síria
Obama faz discurso para a nação do Salão Leste da Casa Branca para falar sobre a Síria
Em pronunciamento à nação transmitido pela TV na noite desta terça-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou convencer os norte-americanos e os parlamentares de que uma ação militar na Síria é necessária. A decisão por uma intervenção no país do Oriente Médio foi anunciada no último dia 31, após a confirmação de que armas químicas foram usadas na guerra civil síria.
"Os Estados Unidos encorajarão inimigos se não fizer nada sobre Síria", disse Obama. "Em que mundo nós viveríamos se os EUA deixassem que um ditador usasse esse veneno [gás sarin]?", continuou. "É isso que faz os EUA diferentes, excepcionais. Com humildade e determinação, sem perder o foco da verdade", finalizou.
O ataque, atribuído ao regime do ditador Bashar Assad, matou mais de mil civis em 21 de agosto. "Sabemos que Assad é o responsável pelo ataque químico. Mas a humanidade declarou que essas armas não podem ser usadas. Em 21 de agosto essas regras básicas foram violadas", disse Obama.
"Essas coisa aconteceram e não podem ser negadas. A questão agora é o que os Estados Unidos e a comunidade internacional farão a respeito. É também um perigo para a nossa própria segurança. Se não agirmos, o perigo do uso de armas químicas vai voltar à humanidade", declarou o presidente. "O propósito é deixar claro para o mundo que não vamos aturar o seu uso", completou.
Obama, contudo, afirmou que a iniciativa da Rússia de propor que a Síria submeta seu arsenal de armas químicas ao controle internacional trouxe "luz" para o conflito. Diante disso, a fim de dar uma oportunidade às negociações diplomáticas, o chefe da Casa Branca fez um apelo para que a liderança democrata no Senado adie a votação sobre uma ação militar na Síria, incialmente marcada para amanhã.
"Tenho preferência por soluções pacíficas", disse Obama, sem deixar de mostrar ceticismo. "As Forças Armadas estarão prontas para agir caso a diplomacia falhe", emendou. "Adiem o voto para uso de força enquanto tentamos o caminho diplomático. Continuarei em contato com [o presidente russo] Vladimir Putin."

Ataque limitado

Obama disse reconhecer que a entrada dos EUA em mais uma guerra não é medida popular entre os americanos e reiterou sua opção por uma ação "limitada".
"Depois do alto preço do Iraque e do Afeganistão, uma ação, mesmo que limitada, não será muito popular", afirmou. "Eu não vou colocar soldados em guerra na Síria, nem vou fazer um ataque aéreo longo. Será uma ação controlada com um objetivo claro: impedir o uso de armas químicas", afirmou.
"Mesmo um ataque limitado fará com que Assad pense duas vezes antes de usar armas químicas."

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