O uso de máscaras em protestos é vetado por projeto de lei aprovado no último dia 10 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Fábio Grellet e Sérgio Torres - Agência Estado
Pelo menos seis mascarados - um deles vestido com a fantasia do super-herói
Batman - foram presos nesta quarta-feira, 25, à noite em protesto no centro do
Rio. A Polícia Militar (PM) prendeu os manifestantes porque eles se recusaram a
tirar as máscaras. O uso de máscaras em protestos é vetado por projeto de lei
aprovado no último dia 10 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro (Alerj).
O protesto começou em frente ao edifício do Ministério Público do Estado do
Rio, na avenida Marechal Câmara. Cerca de 150 manifestantes exigiam que a
Procuradoria entre com recurso no Tribunal de Justiça contra a proibição das
máscaras, que consideram inconstitucional.
Após conversarem com promotores, os manifestantes seguiram em passeata até o Palácio Tiradentes, sede da Alerj. A avenida Presidente Antônio Carlos, principal acesso ao palácio, foi interditada. Exemplares da Constituição chegaram a ser queimados durante o protesto.
Entre os presentes à manifestação, havia mascarados supostamente vinculados ao grupo Black Blocs, apontado como responsável por parte dos atos violentos acontecidos durante protestos no Rio nos últimos três meses. Além de recusaram-se a descobrir os rostos, eles ainda distribuíram máscaras aos demais participantes do protesto. "Cabral, vai ter que prender todo mundo", gritavam em coro.
O primeiro preso foi o Batman, que na 17ª Delegacia de Polícia (DP) identificou-se como Eron Melo. Ele é habitual frequentador das manifestações, sempre com as vestes do Homem Morcego. Ao ser detido por policiais, ele disse que se fantasia em protesto contra a corrupção no País.

Marcos Arcoverde/Estadão
Protesto pela libertação de "presos
políticos" e contra o "terrorismo de Estado", em frente ao
MP-RJ
Após conversarem com promotores, os manifestantes seguiram em passeata até o Palácio Tiradentes, sede da Alerj. A avenida Presidente Antônio Carlos, principal acesso ao palácio, foi interditada. Exemplares da Constituição chegaram a ser queimados durante o protesto.
Entre os presentes à manifestação, havia mascarados supostamente vinculados ao grupo Black Blocs, apontado como responsável por parte dos atos violentos acontecidos durante protestos no Rio nos últimos três meses. Além de recusaram-se a descobrir os rostos, eles ainda distribuíram máscaras aos demais participantes do protesto. "Cabral, vai ter que prender todo mundo", gritavam em coro.
O primeiro preso foi o Batman, que na 17ª Delegacia de Polícia (DP) identificou-se como Eron Melo. Ele é habitual frequentador das manifestações, sempre com as vestes do Homem Morcego. Ao ser detido por policiais, ele disse que se fantasia em protesto contra a corrupção no País.
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