sábado, 7 de setembro de 2013

‘Reino Unido é uma pequena ilha à qual ninguém presta atenção’, diz porta-voz russo
Dmitri Peskov critica britânicos, e Cameron reage lembrando de Beatles à banda One Direction
O GLOBO
Barack Obama com o premier britânico David Cameron e primeiro-ministro italiano Enrico Letta Foto: RIA NOVOSTI / REUTERS
Barack Obama com o premier britânico David Cameron e primeiro-ministro italiano Enrico Letta - RIA NOVOSTI / REUTERS
SÃO PETESBURGO - Num encontro cuja pauta econômica acabou engolida por uma questão política e militar, sobraram provocações. Além da estranheza entre líderes como Vladimir Putin e Barack Obama, a tensão em torno de uma possível intervenção militar na Síria arrastou até assessores para o campo diplomático minado. O porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitri Peskov, se viu obrigado a desmentir um comentário feito sobre os britânicos.
A declaração causou alvoroço na imprensa britânica. Pelo Twitter, o premier David Cameron fez uma defesa apaixonada e ufanista do papel de seu país na História.
“O Reino Unido pode ser uma pequena ilha, mas eu desafio qualquer um a encontrar um país com uma História mais orgulhosa, um coração maior ou mais resiliência”, escreveu.
E Cameron não ficou só nisso. Depois de dizer que o Reino Unido salvou a Europa do fascismo e aboliu a escravidão, ele recorreu à música:
- Nossa música fascina e encanta milhões. Os Beatles, Elgar e um pouco menos... O One Direction conquistou o mundo.
Peskov negou os comentários atribuídos a ele.
- Eu simplesmente não sei explicar a fonte desta alegação. Definitivamente não tem nada a ver com a realidade. Não é algo que eu tenha dito - assegurou o porta-voz russo.
Já o anfitrião do evento, fortalecido no comando do bloco de países contrários à ação militar na Síria, fez questão de demonstrar força. Depois de ser acusado pela embaixadora americana na ONU, Samantha Power, de tornar refém o Conselho de Segurança, Putin fez, de fato, os líderes do G-20 de reféns: discursou longa e tranquilamente no jantar oficial de quinta-feira, liberando convidados como Obama só à 1h50m da madrugada.
O clima entre os dois, aliás, estaria tão tenso que, no jantar, a organização colocou cinco pessoas entre Putin e Obama - até mesmo o rei Abdullah da Arábia Saudita, considerado uma figura fria.

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