Em Brasília, Eike perde admiração e ganha chacotas
NATUZA NERY E RENATA AGOSTINI - FSP
A situação de Eike Batista entrou para a lista de galhofas de integrantes do
governo. Nos bastidores, eles rebatizaram o bordão "ai, que loucura, ai que
absurdo, Eike Batista", da socialite Narcisa Tamborindeguy, para "ai, que
vexame, ai que m..., Eike pepino".
Eike tinha prestígio e era considerado em Brasília a síntese do "instinto
animal" que Dilma tanto queria do empresariado. Era comum ouvir de
interlocutores presidenciais que pertencia à "santíssima trindade do capitalismo
brasileiro", com Joesley Batista (JBS) e André Esteves (BTG Pactual).
O entusiasmo ruiu. Um plano de socorro chegou a ser desenhado. A avaliação
era de que os projetos, muitos em infraestrutura, interessavam ao país. Seria
ainda ruim para a imagem do Brasil que ele quebrasse.
Os protestos, porém, criaram um risco político alto demais. Dilma preferiu
não bancá-lo.
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