Medida que vale para supermercados e eletrodomésticos acabaria em abril
Janaína Figueiredo - O Globo
Consumo: argentinos aproveitam congelamento - La Nación

Consumo: argentinos aproveitam congelamento - La Nación
BUENOS AIRES – O governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, pretende estender o congelamento de preços em supermercados e redes de eletrodomésticos até depois das eleições legislativas, marcadas para o próximo mês de outubro. A decisão da Casa Rosada foi transmitida pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, a empresários locais, segundo confirmou a presidente da Câmara Empresarial de Desenvolvimento Argentino e de Países do Sudeste Asiático (Cedeapsa), Yolanda Durán. O congelamento foi aplicado pelo Executivo argentino em fevereiro passado e, de acordo com o cronograma inicial, terminaria no próximo dia 1º de abril.
— Moreno nos disse que (o congelamento) está funcionando bem e vão ampliar o prazo até depois das eleições — confirmou Yolanda, que representa os supermercados chineses, de presença cada vez mais expressiva, principalmente em Buenos Aires e municípios da Grande Buenos Aires.
Para que Cristina possa disputar um terceiro mandato consecutivo, o Congresso deveria aprovar uma reforma constitucional, possibilidade que a presidente insiste em descartar, mas que seus aliados continuam defendendo publicamente.
Estratégia eleitoral
Manter os preços congelados seria, portanto, uma estratégia eleitoral destinada, principalmente, a conquistar os votos da classe média, setor que nos últimos anos distanciou-se do projeto de poder kirchnerista. A disparada de preços é hoje, ao lado da alta percepção de insegurança, uma das principais preocupações dos argentinos.
De acordo com dados recolhidos por deputados da oposição, que todos os meses divulgam o chamado Índice de Preços do Congresso, em janeiro passado a inflação atingiu 2,58%, bem acima do 1,1% comunicado pelo Indec (o IBGE argentino). O IPC do Congresso é calculado com base em projeções de analistas privados, que suspenderam a publicação de suas estatísticas diante de pressões do governo.
Segundo os congressistas opositores, entre janeiro de 2012 e o mesmo mês deste ano, a inflação acumulada foi de 26,28%.
Desde que foi aplicado o congelamento de preços, associações de consumidores denunciaram a escassez de alguns produtos como açúcar, farinha e óleo, principalmente das marcas mais baratas.
— Moreno nos disse que (o congelamento) está funcionando bem e vão ampliar o prazo até depois das eleições — confirmou Yolanda, que representa os supermercados chineses, de presença cada vez mais expressiva, principalmente em Buenos Aires e municípios da Grande Buenos Aires.
Para que Cristina possa disputar um terceiro mandato consecutivo, o Congresso deveria aprovar uma reforma constitucional, possibilidade que a presidente insiste em descartar, mas que seus aliados continuam defendendo publicamente.
Estratégia eleitoral
Manter os preços congelados seria, portanto, uma estratégia eleitoral destinada, principalmente, a conquistar os votos da classe média, setor que nos últimos anos distanciou-se do projeto de poder kirchnerista. A disparada de preços é hoje, ao lado da alta percepção de insegurança, uma das principais preocupações dos argentinos.
De acordo com dados recolhidos por deputados da oposição, que todos os meses divulgam o chamado Índice de Preços do Congresso, em janeiro passado a inflação atingiu 2,58%, bem acima do 1,1% comunicado pelo Indec (o IBGE argentino). O IPC do Congresso é calculado com base em projeções de analistas privados, que suspenderam a publicação de suas estatísticas diante de pressões do governo.
Segundo os congressistas opositores, entre janeiro de 2012 e o mesmo mês deste ano, a inflação acumulada foi de 26,28%.
Desde que foi aplicado o congelamento de preços, associações de consumidores denunciaram a escassez de alguns produtos como açúcar, farinha e óleo, principalmente das marcas mais baratas.
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