Manifestantes exigem que governo informe sobre o real estado de saúde do presidente
O Globo/Com agências internacionais

Estudantes da oposição exigem que governo informe sobre o real estado do presidente Hugo Chávez - LEO RAMIREZ / AFP
CARACAS - Centenas de estudantes da oposição e outros críticos do governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, marcharam em Caracas neste domingo para exigir a prova de que o líder venezuelano ainda está vivo e governa. A multidão, incluindo vários líderes da coligação de oposição Unidade Democrática, cantou músicas de protesto e hasteou bandeiras em uma manifestação em um bairro central durante a manhã. O presidente regressou ao país no último dia 18, mas não é visto em público desde dezembro, quando viajou a Havana a fim de passar por sua quarta cirurgia para combater o câncer.
- A Venezuela está agora sem autoridade. O presidente Chávez está doente, há dois meses não dá uma palavra. Essa pessoa não pode governar - disse María Montero, uma professora de 56 anos.
A ideia da manifestação partiu de um grupo, de cerca de 50 universitários, que se acorrentou na última terça-feira nas imediações do Tribunal Supremo de Justiça, a corte responsável pelo adiamento por tempo indeterminado da posse de Chávez para o quarto mandato, marcada para 10 de janeiro. Em cartazes com frases como “Onde está Chávez?” e “Queremos a verdade”, os estudantes pedem que uma junta médica avalie o estado do presidente e se ele tem condições de governar.
Acompanhados de políticos da oposição, eles criticaram a atitude do governo e exigiram respeito do vice-presidente Nicolás Maduro. Ele havia chamado os manifestantes em rede de TV de “frouxos”.
- Queremos um porta-voz imparcial, que nos dê informações sobre Chávez, médicos de verdade e não políticos - disse Maria Mendoza, funcionária de 54 anos da estatal PDVSA.
Se em dezembro e janeiro, o governo fazia relatos frequentes sobre o estado de saúde do presidente, as informações agora são cada vez mais escassas. Anteontem, após dias de rumores crescentes sobre uma piora do estado de Chávez, Maduro afirmou que o presidente tem se submetido a sessões de quimioterapia desde que voltou para Caracas, onde estaria internado no nono andar do Hospital Militar Carlos Arvelo, numa área isolada da unidade.
O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, advertiu os estudantes de que não se aproximassem do hospital durante os protestos. Num sinal da polarização política no país, outro grupo de estudantes convocou uma marcha em defesa de Chávez nos arredores do Palácio de Miraflores.
- Chávez está aqui, nas ruas! Nós somos Chávez“ - afirmou um estudante à TV estatal, segurando a bandeira do país.
O líder da oposição, Henrique Capriles, não participou dos protestos porque estava em visita aos Estados Unidos. Referindo-se a ele como “o príncipe decadente da burguesia parasita”, Maduro o acusou de estar conspirando contra o governo e de ter se reunido com Roger Noriega, ex-embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA).
No Twitter, Capriles publicou foto com dois sobrinhos pequenos e brincou:
“Aqui estou com dois grandes conspiradores”.
Hugo Chávez, de 58 anos, passou pela quarta cirurgia para tratamento de um câncer em dezembro do ano passado em Cuba. Em meados de fevereiro, o presidente regressou à Venezuela, e foi levado diretamente para o Hospital Militar. Além da divulgação de quatro fotos tiradas em Havana, o governante não foi visto ou ouvido em público.
- A Venezuela está agora sem autoridade. O presidente Chávez está doente, há dois meses não dá uma palavra. Essa pessoa não pode governar - disse María Montero, uma professora de 56 anos.
A ideia da manifestação partiu de um grupo, de cerca de 50 universitários, que se acorrentou na última terça-feira nas imediações do Tribunal Supremo de Justiça, a corte responsável pelo adiamento por tempo indeterminado da posse de Chávez para o quarto mandato, marcada para 10 de janeiro. Em cartazes com frases como “Onde está Chávez?” e “Queremos a verdade”, os estudantes pedem que uma junta médica avalie o estado do presidente e se ele tem condições de governar.
Acompanhados de políticos da oposição, eles criticaram a atitude do governo e exigiram respeito do vice-presidente Nicolás Maduro. Ele havia chamado os manifestantes em rede de TV de “frouxos”.
- Queremos um porta-voz imparcial, que nos dê informações sobre Chávez, médicos de verdade e não políticos - disse Maria Mendoza, funcionária de 54 anos da estatal PDVSA.
Se em dezembro e janeiro, o governo fazia relatos frequentes sobre o estado de saúde do presidente, as informações agora são cada vez mais escassas. Anteontem, após dias de rumores crescentes sobre uma piora do estado de Chávez, Maduro afirmou que o presidente tem se submetido a sessões de quimioterapia desde que voltou para Caracas, onde estaria internado no nono andar do Hospital Militar Carlos Arvelo, numa área isolada da unidade.
O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, advertiu os estudantes de que não se aproximassem do hospital durante os protestos. Num sinal da polarização política no país, outro grupo de estudantes convocou uma marcha em defesa de Chávez nos arredores do Palácio de Miraflores.
- Chávez está aqui, nas ruas! Nós somos Chávez“ - afirmou um estudante à TV estatal, segurando a bandeira do país.
O líder da oposição, Henrique Capriles, não participou dos protestos porque estava em visita aos Estados Unidos. Referindo-se a ele como “o príncipe decadente da burguesia parasita”, Maduro o acusou de estar conspirando contra o governo e de ter se reunido com Roger Noriega, ex-embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA).
No Twitter, Capriles publicou foto com dois sobrinhos pequenos e brincou:
“Aqui estou com dois grandes conspiradores”.
Hugo Chávez, de 58 anos, passou pela quarta cirurgia para tratamento de um câncer em dezembro do ano passado em Cuba. Em meados de fevereiro, o presidente regressou à Venezuela, e foi levado diretamente para o Hospital Militar. Além da divulgação de quatro fotos tiradas em Havana, o governante não foi visto ou ouvido em público.
Nenhum comentário:
Postar um comentário