Preço do produto no atacado saltou de R$ 35 para R$ 150, segundo dono do restaurante

Cantina anunciou no Facebook que está desistindo de usar tomate - Reprodução da internet/O GLOBO
SÃO PAULO A cantina Nello’s está reinventando a culinária italiana. O restaurante baniu o essencial tomate de seu cardápio após ver o preço do produto saltar de uma média que varia entre R$ 20 e R$ 35 para R$ 150 — alta equivalente a mais de 300%. Os fregueses estão sendo orientados a trocar o filé a parmegiana pelo filé ao molho de uvas e o macarrão ao sugo pelo espaguete com camarões ou legumes.
O protesto contra a inflação feito pela cantina, que funciona há 39 anos em São Paulo, começou com uma postagem no Facebook, assinada pelo proprietário Augusto Mello. No texto ele afirma: “preferimos ficar sem a mercadoria do que repassar um aumento abusivo aos nossos clientes”. Até o início da noite desta quarta-feira, os comentários de apoio à manifestação já superava 350.
As duas unidades da cantina em bairros da zona oeste paulistana consomem semanalmente 800 quilos de tomate no inverno e, no verão, os pedidos chegam a uma tonelada. Nesta semana, o empresário não fez pedidos e seu estoque, que está sendo “usado racionalmente”, deve durar até sexta-feira.
— Só volto a comprar quando o preço cair para menos de R$ 70. Caso contrário, não teremos tomate — desabafa.
Com forte poder de barganha por conta do grande volume de pedidos, Mello já conseguiu fazer o preço da caixa do tomate cair dos R$ 150 de terça-feira para R$ 70 na tarde de hoje. Ele também reclama do aumento dos custos da batata, pimentão e do queijo.
— Não concordo com a postura do governo de manter a inflação e com a expectativa que ela vai se acomodar sozinha. Nunca vi os preços subirem de forma tão descontrolada como está ocorrendo neste ano. É preocupante — conta.
No manifesto do Facebook ele já havia alfinetado a postura do governo. “Nosso governo insiste que devemos trocar ‘um pouco de inflação para termos crescimento’. Pedimos o direito de discordar veementemente desta visão’.
Mello critica também a ausência de benefícios fiscais para o setor de restaurantes. No início deste ano, por exemplo, o governo federal desonerou as folhas de pagamentos dos garçons que trabalham em hotéis, mas não dos que atuam em restaurantes. Seus dois restaurantes empregam 16 garçons. Segundo ele, se a desoneração chegasse, a economia seria de R$ 40 mil ao mês.
— Por que hotel tem e restaurante não? Por que beneficiar e dar competitividade só uma parte da economia e não a todas? — questiona.
O protesto contra a inflação feito pela cantina, que funciona há 39 anos em São Paulo, começou com uma postagem no Facebook, assinada pelo proprietário Augusto Mello. No texto ele afirma: “preferimos ficar sem a mercadoria do que repassar um aumento abusivo aos nossos clientes”. Até o início da noite desta quarta-feira, os comentários de apoio à manifestação já superava 350.
As duas unidades da cantina em bairros da zona oeste paulistana consomem semanalmente 800 quilos de tomate no inverno e, no verão, os pedidos chegam a uma tonelada. Nesta semana, o empresário não fez pedidos e seu estoque, que está sendo “usado racionalmente”, deve durar até sexta-feira.
— Só volto a comprar quando o preço cair para menos de R$ 70. Caso contrário, não teremos tomate — desabafa.
Com forte poder de barganha por conta do grande volume de pedidos, Mello já conseguiu fazer o preço da caixa do tomate cair dos R$ 150 de terça-feira para R$ 70 na tarde de hoje. Ele também reclama do aumento dos custos da batata, pimentão e do queijo.
— Não concordo com a postura do governo de manter a inflação e com a expectativa que ela vai se acomodar sozinha. Nunca vi os preços subirem de forma tão descontrolada como está ocorrendo neste ano. É preocupante — conta.
No manifesto do Facebook ele já havia alfinetado a postura do governo. “Nosso governo insiste que devemos trocar ‘um pouco de inflação para termos crescimento’. Pedimos o direito de discordar veementemente desta visão’.
Mello critica também a ausência de benefícios fiscais para o setor de restaurantes. No início deste ano, por exemplo, o governo federal desonerou as folhas de pagamentos dos garçons que trabalham em hotéis, mas não dos que atuam em restaurantes. Seus dois restaurantes empregam 16 garçons. Segundo ele, se a desoneração chegasse, a economia seria de R$ 40 mil ao mês.
— Por que hotel tem e restaurante não? Por que beneficiar e dar competitividade só uma parte da economia e não a todas? — questiona.
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