Der Spiegel
Tobias Schwarz/Reuters

Torre do futuro aeroporto internacional de Berlim, em Schoenefeld, na Alemanha
Esse tem sido um inverno sombrio em Berlim – na realidade, o mais sombrio de todos os tempos, pelo menos nos 62 anos desde que os registros sobre a incidência diária de luz solar começaram, em 1951. Em média, as estações de medição da Alemanha registraram meras 96 horas de sol no período de três meses entre o início de dezembro e o final de fevereiro.
Há, no entanto, pelo menos um lugar na Alemanha onde a luminosidade é a regra, e não a exceção. No canteiro de obras infernizado por problemas –e que um dia se transformará no Aeroporto Internacional de Berlim – as luzes do terminal ficam acesas 24 horas por dia. E não é para evitar que trabalhadores sucumbam à depressão de inverno. O problema é que as dificuldades técnicas registradas no aeroporto ultramoderno – que deverá custar cerca de 4,3 bilhões de euros – fazem com que as luzes não possam ser desligadas.
"Isso tem a ver com o fato de não termos progredido o suficiente na instalação de nosso sistema de iluminação para podermos controlá-lo", disse na última quarta-feira, durante uma rara aparição pública, Horst Amann, diretor técnico do aeroporto.
É claro que esse não é o único problema técnico do aeroporto. Originalmente programado para iniciar suas operações em outubro de 2011, ele teve sua inauguração inesperadamente adiada devido a preocupações relacionadas aos equipamentos de segurança – e a abertura foi novamente adiada em maio passado. Desde então, no entanto, inúmeros problemas, deficiências na construção, erros de projeto e falhas técnicas foram encontrados. Sem mencionar a preocupação de que o edifício talvez seja pequeno demais.
"Apenas progressos moderados"
Atualmente, não há uma data de inauguração prevista, embora Amann tenha dito na quarta-feira passada que pretende fixar uma data até o final deste ano. "Eu só vou marcar uma data de quando puder assumir a responsabilidade por isso", disse ele.
Há muita coisa a ser feita antes disso. Relatórios recentes têm destacado os enormes e complicados problemas que o terminal – originalmente concebido para ser um dos aeroportos de tecnologia mais avançada do mundo – tem enfrentado durante sua construção. Atualmente, as paredes e os tetos estão sendo quebrados para a realização de uma inspeção em detalhes estruturais e nos sistemas de cabos e de ventilação. Algumas pessoas até chegaram a sugerir que o prédio inteiro teria que ser demolido e reconstruído, embora Amann tenha dito na quarta-feira que essa sugestão é "uma completa besteira".
Apenas depois de uma avaliação geral do edifício é que a construção terá andamento. Atualmente, apenas cerca de 200 a 300 operários estão trabalhando no local. "Não há uma paralisação, mas estamos apenas fazendo progressos moderados", disse Amann, de acordo com o jornal tabloide Bild Zeitung.
O mesmo pode ser dito da busca do aeroporto por um principal executivo. Em janeiro deste ano, Rainer Schwarz – que administrava o aeroporto quando ocorreram os sucessivos adiamentos na inauguração – foi finalmente demitido. Mas a busca por um sucessor tem se mostrado difícil. Na realidade, desde que Wilhelm Bender, ex-diretor do aeroporto de Frankfurt, declinou o cargo, no início de fevereiro, pouco progresso tem sido feito.
Amann espera que isso mude em breve. "Eu estou começando a me preocupar com as minhas férias de verão", brincou ele na quarta-feira. Ele mencionou que a diretoria já contratou uma empresa de headhunters para encontrar alguém que esteja em busca de um desafio – e que seja capaz de localizar o interruptor de luz.
Tradutor: Cláudia Gonçalves

Torre do futuro aeroporto internacional de Berlim, em Schoenefeld, na Alemanha
Esse tem sido um inverno sombrio em Berlim – na realidade, o mais sombrio de todos os tempos, pelo menos nos 62 anos desde que os registros sobre a incidência diária de luz solar começaram, em 1951. Em média, as estações de medição da Alemanha registraram meras 96 horas de sol no período de três meses entre o início de dezembro e o final de fevereiro.
Há, no entanto, pelo menos um lugar na Alemanha onde a luminosidade é a regra, e não a exceção. No canteiro de obras infernizado por problemas –e que um dia se transformará no Aeroporto Internacional de Berlim – as luzes do terminal ficam acesas 24 horas por dia. E não é para evitar que trabalhadores sucumbam à depressão de inverno. O problema é que as dificuldades técnicas registradas no aeroporto ultramoderno – que deverá custar cerca de 4,3 bilhões de euros – fazem com que as luzes não possam ser desligadas.
"Isso tem a ver com o fato de não termos progredido o suficiente na instalação de nosso sistema de iluminação para podermos controlá-lo", disse na última quarta-feira, durante uma rara aparição pública, Horst Amann, diretor técnico do aeroporto.
É claro que esse não é o único problema técnico do aeroporto. Originalmente programado para iniciar suas operações em outubro de 2011, ele teve sua inauguração inesperadamente adiada devido a preocupações relacionadas aos equipamentos de segurança – e a abertura foi novamente adiada em maio passado. Desde então, no entanto, inúmeros problemas, deficiências na construção, erros de projeto e falhas técnicas foram encontrados. Sem mencionar a preocupação de que o edifício talvez seja pequeno demais.
"Apenas progressos moderados"
Atualmente, não há uma data de inauguração prevista, embora Amann tenha dito na quarta-feira passada que pretende fixar uma data até o final deste ano. "Eu só vou marcar uma data de quando puder assumir a responsabilidade por isso", disse ele.
Há muita coisa a ser feita antes disso. Relatórios recentes têm destacado os enormes e complicados problemas que o terminal – originalmente concebido para ser um dos aeroportos de tecnologia mais avançada do mundo – tem enfrentado durante sua construção. Atualmente, as paredes e os tetos estão sendo quebrados para a realização de uma inspeção em detalhes estruturais e nos sistemas de cabos e de ventilação. Algumas pessoas até chegaram a sugerir que o prédio inteiro teria que ser demolido e reconstruído, embora Amann tenha dito na quarta-feira que essa sugestão é "uma completa besteira".
Apenas depois de uma avaliação geral do edifício é que a construção terá andamento. Atualmente, apenas cerca de 200 a 300 operários estão trabalhando no local. "Não há uma paralisação, mas estamos apenas fazendo progressos moderados", disse Amann, de acordo com o jornal tabloide Bild Zeitung.
O mesmo pode ser dito da busca do aeroporto por um principal executivo. Em janeiro deste ano, Rainer Schwarz – que administrava o aeroporto quando ocorreram os sucessivos adiamentos na inauguração – foi finalmente demitido. Mas a busca por um sucessor tem se mostrado difícil. Na realidade, desde que Wilhelm Bender, ex-diretor do aeroporto de Frankfurt, declinou o cargo, no início de fevereiro, pouco progresso tem sido feito.
Amann espera que isso mude em breve. "Eu estou começando a me preocupar com as minhas férias de verão", brincou ele na quarta-feira. Ele mencionou que a diretoria já contratou uma empresa de headhunters para encontrar alguém que esteja em busca de um desafio – e que seja capaz de localizar o interruptor de luz.
Tradutor: Cláudia Gonçalves
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