Do nascer ao por do sol, em locais planos,
ondulados ou com serras, naturais ou já repletos de construções, durante a vida
nossos olhares alcançam milhares de horizontes com inimagináveis possibilidades
de diferenças, mas nunca iguais.
Admirando-os, cada um os vê de uma forma, enxerga
outro detalhe, outra cor ou sombra. E independentemente do lado para o qual nos
dirigimos, a cada passo, o que se vê é alterado, surgem novas imagens e
possibilidades.
Alguns são mais difíceis que outros, mas
geralmente recompensam melhor quem por eles seguiu, como as montanhas, de
difícil escalada, mas a vista de quem atinge seu cume jamais será admirada por
quem não a subiu.
Alguns horizontes estão tão distantes que muitos
sequer tentam alcançá-lo, permanecendo onde estão por julgar ser aquele um bom
lugar para se estabelecer e lá interrompem sua caminhada.
Perdem a chance de, alcançando aquele ponto que
parecia distante, admirar novas paisagens, oportunidades e aí sim, escolher
entre estas ou aquelas, que para trás deixou.
Depois daquele horizonte pode haver campos mais
férteis, água em abundância, riquezas diversas ou até algo ainda desconhecido
aos outros seres humanos.
Lá poderemos encontrar o que sempre buscamos,
motivo pelo qual sempre terão mais chances aqueles não medem esforços em busca
de novos horizontes, físicos ou culturais.
Nas oportunidades surgidas, são as decisões
pessoais, escolhas dos que possuem mais ou menos coragem, ousadia e disposição
para lutas e sacrifícios, que determinarão o sucesso ou o fracasso de cada um,
como pode ser facilmente observado nos imigrantes nordestinos.
Muitas vezes estamos cansados das tentativas
fracassadas, das quedas, dos caminhos já percorridos e das dores sentidas, mas
será a determinação por alcançar o objetivo que nos levará um passo adiante, uma
nova caminhada e ao sucesso.
Entretanto, é muito comum vermos pessoas que
erraram, caíram ou se perderam e não buscam acertar, se levantar, reencontrar o
caminho certo e ao recebem ajuda, pequena, um simples apoio, algumas continuam
por si, enquanto outras insistem em permanecer no erro.
A educação pode incentivar ou desestimular o
interesse das pessoas pelo crescimento cultural, financeiro e social, assim como
o poder aquisitivo facilita ou dificulta as realizações, mas não as impedem.
Porém, o tamanho da ambição de cada pessoa e em
todas as camadas sociais é totalmente distinto. Isso pode ser facilmente
verificado entre garis, juízes de direito, médicos, advogados, engenheiros,
qualquer outro profissional ou entre pessoas sem cultura.
Em todas as áreas, só obtém sucesso aqueles que
por ele lutam, enquanto aqueles que não buscam acabam perdendo a oportunidade de
alcançá-lo.
Nada virá ao encontro daquele que não se
dispôs a explorar o que existe do outro lado.
João Bosco Leal www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista e empresário
Nenhum comentário:
Postar um comentário