Governo subiu de 20% para 35% imposto pago por gastos com cartão de crédito em compras externas. Objetivo é conter a queda de reservas internacionais
VEJA
A Argentina, cuja presidente é Cristina Kirchner, instaurou controle cambiais desde 2011
(Marcos Brindicci/Reuters) A Argentina aumentou de 20% para 35% o imposto sobre compras feitas com cartão de crédito fora do país e compras de pacotes turísticos e passagens de avião. A medida visa conter a redução das reservas internacionais do país e foi publicada no Diário Oficial argentino nesta terça-feira.
Recentemente, ele havia negado que planejava endurecer as compras de divisas para o turismo. Desde 2011, o país convive com restrições de compra de dólares, moeda usada pelos argentinos para protegerem suas economias. Com isso, a taxa cambial não oficial do dólar disparou no mercado negro.
O Tesouro da Argentina tem utilizado reservas do banco central do país para fazer frente a vencimentos de dívida e financiar gigantescas importações de energia. As reservas, nesta semana, caíram abaixo dos 31 bilhões de dólares, ante 43,29 bilhões no final de 2012. Analistas estimam que o turismo argentino custe às reservas do Banco Central entre 600 milhões e 800 milhões de dólares por mês.
O câmbio artificialmente valorizado atingiu a competitividade do país e baixou os níveis de investimento estrangeiro diante da desconfiança provocada pelas políticas intervencionistas da presidente Cristina Kirchner.
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